sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Porque eu não acredito no inferno.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Porque sou anti-vegetariano!

terça-feira, 30 de agosto de 2011
Word Cup 2014 - A galinha dos ovos de ouro ou a vaca das mil tetas?

“A maioria dos brasileiros não quer dinheiro público na construção e reforma dos estádios para a Copa de 2014. Segundo pesquisa nacional do Datafolha, que ouviu 10.856 pessoas em 382 municípios, 57% da população do país rejeita o uso de dinheiro dos impostos para esse fim”. (fonte: Folha de São Paulo).
Fora o dinheiro dos impostos o BNDES já abriu uma linha de crédito de R$ 4,8 bilhões para construção e reforma das arenas da copa, esse dinheiro será disponibilizado para os governos estaduais reforçarem seu caixa e investirem em estádios locais.
R$ 4,8 bilhões, que é só a parte do BNDES, seriam suficientes para custearia quase a metade do orçamento anual do governo federal para o bolsa família, que e de aproximadamente R$ 13 bilhões, Daria para construir centenas de quilômetros de linha de metrô, reformar e construir aeroportos, pavimentar e construir milhares de quilômetros de estradas, milhares de casas populares, escolas, modernização de hospitais, investir em segurança pública, enfim daria para consertar muita coisa.
Qual o país, por mais incompetente que seja, disponibiliza R$ 6,2 bi anuais para manter o caótico e falido sistema de educação e vai gastar quase R$ 5 bi só para construir e reformar estádios de futebol?
Qual país investe apenas R$ 58 bi por ano em saúde e irá gastar sem nenhum constrangimento 50% disso (R$ 29 bi aproximadamente, na verdade será bem mais que isso) para a realização de um torneio esportivo?
Que pais no mundo, por mais rico que seja, faria um investimento dessa natureza sem ter feito um cálculo sério de qual seria o retorno desse investimento para os cofres públicos?
Imaginem um pai de família com esposa, 3 filhos, ganhando R$ 540 mensais, recebeu seu suado e minguado salário no final do mês e gastou R$ 450 só com a reforma do quintal.
Sob o aspecto orçamentário o exemplo é absurdo, porque o país não tem problema grave de caixa; mas sob o ponto de vista do atendimento das prioridades o exemplo é exato e reflete o que está ocorrendo no Brasil, um país sucateado, sem infra-estrutura, sem educação e cultura, sem saúde, com a previdência social falida; o poder paralelo do crime organizado acuando cada vez mais os poderes constituídos, a criminalidade e a droga em níveis insuportáveis, as crianças famintas, o povo sem expectativa, sem emprego, a economia com índices medíocres, etc e etc... vai gastar 20 bilhões com a copa, e ainda por cima, contra a vontade popular?
Segundo a revista veja, (não que ela seja digna de tanta confiança, ma foi a única com coragem para fazer a pesquisa) divulgou os seguintes infográficos refletindo o desgosto do brasileiro com a copa. O brasileiro pode até ser amante do futebol, adora a copa do mundo, mas querer que ela seja realizada neste nosso incompetente país já é outra história. Vamos aos dados:



quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Conversa de Barbearia - Porque o patriotismo vai muito, muito mais além do futebol.

Segunda feira, quase meio dia, na TV o Globo esporte, anunciava suas manchetes; chego ao barbeiro, sento na cadeira e digo:
- Boa tarde, máquina 3 em todo o cabelo, por favor.
-Quer ler alguma revista?
- Não, obrigado. (Nesse momento tenta girar a cadeira para eu poder ver o Globo esporte, insisto para ficar mesma posição vendo minha cara mesmo, pelo espelho.)
- Você viu a falta do Hélder no Tiago neves? Juiz ladrão!!
- Não, não vi!
- Qual time você torce? Você tem cara de flamenguista!
- Eu não torço para nenhum time de futebol, na verdade eu não gosto nem assisto futebol.
- Nem na copa?
- Nem na copa!
-Nem se for uma final com o Brasil jogando.
- Também não, mesmo sendo uma final com a seleção brasileira jogando, ainda assim é um jogo de futebol, e como eu disse eu não gosto de futebol!
- Então você não é brasileiro, não é patriota!! (essa é a resposta clássica do torcedor alienado, eu gosto de escutá-la porque aí vem a resposta igualmente clássica.)
Eu:
- Você sabe cantar todo o Hino Nacional?
- Você sabe quem foi o primeiro presidente do Brasil eleito por eleições diretas e pelo voto popular?
- Não esses aí eu não conheço. (claro que não, esses não são executados nos jogos de futebol)
- Então meu caro, pense muito antes de dizer que alguém não é patriota só porque não gosta desse esporte enfadonho e alienante chamado futebol. Verificando suas respostas, a única conclusão que chegamos é que o não patriota aqui é você!!
O brasileiro tem essa péssima mania, suja a rua, avança o sinal vermelho, cospe no chão, desrespeita as leis, depreda o bem público, é desonesto, não conhece a história, nem os símbolos da sua pátria - Mas como torce freneticamente pela seleção brasileira, ou para qualquer outro time, isso lhe basta - Ele é, ou ao menos se sente patriota!! (não agravando a todos, é claro!)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Audiência da Globo cai quase 30% no primeiro semestre de 2011.
O jargão técnico que as emissoras usam para denominar a audiência é o Share. Para o leigo, se deparar com uma notícia mais ou menos assim: “O share da Rede Globo Caiu 27% no primeiro semestre de
Por esses e outros motivos a queda do share ou da audiência da rede Globo é um fenômeno que reflete a maturidade do brasileiro, que passa a dar credibilidade a outras emissoras. O SBT permaneceu estagnado e quem levou a parte perdida da Rede Globo foi a Band e a fatia maior ficou com a Rede Record. Não quero entrar no mérito das falcatruas da Record, mas justiça seja feita, a emissora preza pela qualidade de sua programação (comparada a globo) e não se presta a um papel nefasto de manipulação ideológica por isso cresceu tanto no gosto do brasileiro. As TVs fechadas e o boicote dos evangélicos contribuíram ainda mais para a queda do share da Rede Globo, a expectativa é que perca ainda mais audiência até o final do ano, vamos aguardar.
Quem faz a audiência da emissora é o povo e o povo está de parabéns pelo troco dado essa emissora que tanto desserviço prestou ao Brasil!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Restaurante Bataclan - Ilheus,Ba

Para quem pretende conhecer a costa do cacau, especificamente a graciosa cidade de Ilhéus tão famosa e difundida nas obras do escritor Jorge Amado, não deixe de visitar o Restaurante que funciona no centro cultural Bataclan na Avenida 2 de julho no centro da cidade.
O Bataclan foi um cabaré e cassino que serviu de inspiração e de vários cenários para o escritor Jorge Amado em sua obra Gabriela, cravo e canela e Terras do sem fim. Local freqüentado pelos coronéis do cacau do século XIX, servia como ponto de encontro e de diversão dos homens importantes, mulheres, mágicos, boêmios viajantes e negociantes do mundo inteiro e mais especificamente da Europa visitavam o local. A partir da década de 30 o local foi desativado, ficou por muito tempo abandonado e em ruínas; em meados da década de 90 foi restaurado pela prefeitura local em parceria com a Petrobras e transformado em um centro cultural.
O ponto alto do local é seu restaurante, em uma visita despretensiosa pudemos constatar a qualidade gastronômica do local, serviço muito bom e uma adega fabulosa além de ambiente acolhedor.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Nossa Lingua Portuguesa

A degradação da língua portuguesa.
Na última postagem pudemos rir um pouco as inusitadas placas espalhadas por este nosso Brasil. O assunto agora é sério e preocupante, no que pese alguns arautos da lingüística afirmarem que a língua portuguesa está em constante mutação e transformação, e realmente está; é perceptível a todos que essa mutação ou mudança se opera no viés da história, ou seja, a mudança tem sido para pior. É perceptível também o grande abismo entre nossa língua falada e a norma culta; aquela que é exigida nas escolas, nos concursos, e nas redações dos vestibulares, esse distanciamento faz com que ocorra um fenômeno onde percebemos a existência de duas línguas, a falada no dia a dia, nas ruas, com os amigos, e aquela inacessível que lutamos tanto para aprender para passar no vestibular; mas no dia a dia não terá muita valia, exceto aos que gostam de falar um português impecável e são rotulados de pedantes. O português falado no Além-mar não carrega toda essa discrepância entre o “falado e o escrito”, um cidadão português mediano, inclusive as crianças, sabem a língua e empenham-se para empregá-la corretamente; no Brasil temos a regra inversa, porque o idioma não tem um valor cultural e prevalece o menor esforço e descaso. Existe uma forte tendência em aceitar e adotar os diversos estrangeirismos, gírias, modismos; a tolerância a erros grassos é grande. O brasileiro, ao contrário do português, não encara o idioma como um patrimônio cultural a ser zelado, que seu conhecimento representa uma forma de qualificação pessoal, imagina que deve dominar algumas regras para empregá-las na comunicação escrita, enquanto que na fala tudo é liberado e permitido. Até profissionais que fazem amplo uso da comunicação escrita, tais como os advogados, demonstram certa permissividade, sobretudo os profissionais de menor idade, os correios eletrônicos, as mensagens instantâneas, o memorando, o aviso, a placa do comércio, todos possuem uma informalidade grande, ao ponto de permitir erros crassos; revelando assim, a incapacidade do brasileiro médio em redigir algumas linhas com um mínimo de correção, comoseria de esperar em pessoas alfabetizadas.
Certa corrente no Brasil enaltece o coloquial, tacha de preconceituosos o purismo idiomático e o padrão culto da língua. Mas há que se preservar a origem e o valor cultural do idioma pátrio, que de fato, muda, se transforma. Mas transformação não é sinônimo de degradação e decadência.
Tudo isso remete ao poema “Língua Portuguesa” de Olavo Bilac, que tem como primeiro verso:“Última flor do Lácio, inculta e bela”. Última flor é a língua portuguesa, considerada a última das filhas do latim. O termo inculta fica por conta de todos aqueles que a maltratam e a mutilam (falando e escrevendo errado), mas que, ainda assim, continua a ser bela.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

24 razões porque não gosto de futebol
1 – Sou contra a corrupção, lavagem de dinheiro.
2 – Sou contra salários milionários para semi- analfabetos.
3 – Sou contra a CBF e seu presidente perpétuo.
4 – Sou contra os dirigentes de clubes e para mim o mais honesto foi Eurico Miranda ;)
5 – É um péssimo exemplo – vá a qualquer comunidade carente e pergunte a qualquer criança o que ela deseja ser quando crescer e saberá do que eu estou falando.
6 – Não gosto de Pelé, o acho antipático e oportunista.
7 – Futebol causa letargia coletiva e desvia a atenção dos reais problemas do nosso pais.
8 – Copa sempre cai em ano de eleição (mera coincidência).
9 – O AI5 entrou em vigor quando os brasileiros estavam distraídos com a copa do México.
10 – 80% dos torcedores fanáticos que conheço tem pouco senso crítico e inteligência limitada.
11 – Por ser um esporte enfadonho, sem emoção e muito demorado.
12 – Em 90 minutos dá para ler alguns capítulos de um bom livro, navegar na Internet, atualizar o blog ver quem são os deputados atuantes ou os que tem a ficha suja. (isso sem contar os acréscimos e os melhores momentos).
13 – Mulheres preferem os homens que não gostam de futebol.
14 – Ficar olhando 22 homens suados correr atrás de uma bola para lá e para cá é um soco na inteligência de qualquer ser mediano.
15 – futebol não tem estratégia, basta ver que um dos melhores técnicos do pais, o Wanderley Luxemburgo, não conhece nem as regras básicas de concordância da nossa língua portuguesa e consegue fazer um time ganhar.
16 – Membros de torcidas organizadas tem cara de presidiários de Bangu 1. (repare bem na torcida corintiana, flamenguista e vascaína e saberá do que estou falando).
17 – Torcedores de futebol são mais propensos a levar chifres, enquanto estão na “pelada” de domingo, o Ricardão (que não gosta de futebol) ta com sua namorada pelada em casa.
18 – Quando Charles Muller trouxe o futebol para o Brasil, também trouxe o cricket, você já viu alguém jogando cricket?
20 – Para jogar futebol não é necessário nenhum talento especial e nenhuma capacidade intelectual que se destaque, do contrário Romário seria um perna de pau e os ronaldos não saberiam chutar na bola.
21 – Porque o “globo esporte” não deveria se chamar assim, deveria se chamar “globo futebol” porque brasileiro acha que esporte se resume em futebol.
22 – A globo, sim esse canal que nasceu na ditadura e apoiou os governos militares, quer que você goste de futebol, assim dá para ganhar mais dinheiro com transmissão de jogos, com patrocínios e com propinas para a CBF – e você, como um idiota fica atrás da tela chorando com seu time.
23 – Pesquisas constataram que somente 46% dos brasileiros gostam de futebol, sim não são maioria, parecem ser porque fazem muito barulho.
24 – Para coincidir com o número vinte e quatro do item, acho que gostar de futebol é um indício muito forte de homossexualismo reprimido. Experimente passar de calcinha na frente do seu namorado enquanto ele vê um jogo de futebol e veja o que acontece!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Pratos Culturais

O clima, relevo e o posicionamento geográfico influenciou os hábitos alimentares dos povos ao redor do mundo. Até aqui no nosso pais vemos nitidamente essas diferenças nas várias regiões que percorremos. As carnes, condimentos, formas de preparo estão intimamente ligados ao modo de viver de cada região.
Nessa sexta feira gostaria de apresentar um prato típico Peruano, mais precisamente da região costeira, sobretudo em Lima. O Cebiche ou Ceviche, poderia ser considerado um prato exótico para nossos padrões brasileiros, mas é delicioso e considerado no Peru o "prato nacional".
O prato é composto de Peixe (normalmente o linguado ou badejo, ou qualquer outro peixe de carne firme e branca) marinado em sumo de limão com cebolas alho. Pode ser feitos com ostras e camarão também.
O camote (amarillo ou morado), um dos mais de dois mil tipos de batatas Peruana, que pode ser facilmente substituida pela nossa batata doce, que tem o sabor semelhante mas textura diferente e; o Choclo (milho), O milho peruano tem os grãos muito maiores que o nosso mas dá para passar bem com nosso milho tradicional mesmo.Há que se fazer uma consideração sobre a variedade de batatas do Peru, alias um fato desconhecido da maioria das pessoas é que a batata é originária do Peru!! Isso mesmo!! a batata não é Inglesa como muitos pensam! E no Peru existem mais de dois mil tipos de batatas.
Os colonizadores espanhois levaram a batata para a Europa e as cultivaram. O que seria da culinária Inglesa e Alemã sem esse ingrediente Sulamericano???
O ponto forte do Prato é a pimenta Peruana, o Rocoto, uma pimenta da família do Pimentão, largamente cultivada na Região andina.Com muito esforço, no método da tentativa e erro, eu e minha esposa conseguimos cultivar aqui no brasil alguns pés e depois de quase dois anos obtivemos os primeiros frutos. Vai bem com qualquer prato, tem um picante suave e saboroso. É o ponto forte do Cebiche, mas pode ser consumida recheada com carne e queijo e levadas o forno, ficam maravilhosas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
O Big Brother
Mas de onde vem o nome BIG BROTHER? Mais um fenômeno de cooptação do captalismo que "tomou emprestado" o termo de um dos maiores escritores de todos os tempos que levou uma vida para levantar questões essenciais para os direitos humanos, como a liberdade e a privacidade, e de repente alguém dá um jeitinho de transformar seu alerta político em produto de venda lucrativo. Nada contra, mas aproveito o ensejo para postar um pouco sobre a orígem do Big Brother e descrever um pouco sobre o fabuloso escritor que criou o termo, antes mesmo da tv comercial existir.
O Autor:
O ano era 1945, e ainda não haviam cicatrizado no Ocidente as feridas abertas pelos regimes totalitários de Adolf Hitler, na Alemanha nazista, e de Joseph Stálin, na União Soviética comunista. Foi nesse contexto que o jornalista inglês Eric Blair, que assinava com o pseudônimo George Orwell, publicou uma das obras mais vendidas de todos os tempos: Animal farm, uma alegoria infantil que denunciava a suposta predisposição da humanidade para a violência e como uma camarilha política poderia tomar de assalto o poder em nome do povo. No Brasil, o livro recebeu o título de A revolução dos bichos e, na década de 1970, inspirou o musical Os saltimbancos, de Chico Buarque, já assistida pela terceira geração de crianças. Qualquer brasileiro que tenha menos de 40 anos decerto já cantarolou na escola as músicas dessa peça.
Relembrar tais fatos tem por objetivo afirmar, simplesmente, que cada um de vocês já teve algum tipo de contato com George Orwell e que o verdadeiro pai do Big Brother não é um holandês especialista em exibicionismo na TV; mas sim um jornalista inglês, Orwell, cuja maior preocupação era denunciar o controle do Estado sobre o cidadão. Fez isso em A revolução dos bichos, uma alegoria político-infantil, onde temos as palavras "granja" relacionada à sociedade e "porcos" relacionada aos já conhecidos "ditadores". Repetiu a dose, com muito mais precisão e repercussão, em seu livro seguinte: 1984, uma alegoria político-científica, onde surgiu o personagem Big Brother. Tratava-se de sua obra-prima; aliás, sua última obra. Orwell terminou de escrever 1984 em 1948; o livro foi publicado no ano seguinte. Aliás, uma curiosidade: o título original deveria ser O último homem livre da Europa", mas na última hora o autor resolveu inverter os números do ano – assim, 1948 virou 1984.
O Livro:
Nessa obra, George Orwell apresenta uma teoria sobre como um grupo bem-organizado pode tomar o poder e controlar o Estado sem jamais ser importunado seriamente. O segredo seria montar um esquema que teria na tirania e no autoritarismo a própria condição de sua existência. Ou seja, os governantes deveriam exercer o terror, a tortura, a vigilância – a maldade – como pré-condição para a perpetuação no poder. O mal pelo mal, como o Darth Vader de Star War; o poder pelo poder, como em Hitler e Stálin.
A sociedade era estruturada na mais completa desagregação social (sem imprensa livre, sindicatos ou associações; até mesmo sem famílias coesas), mas se mantinha coesa pela tirania, a coação e a vigilância. O Estado encontra um modo de conduzir as ações de todos os cidadãos; há regras e imposições até para os pensamentos: o que se pode e o que não se pode pensar. Toda a existência física e mental se curvava a esse regime de poder supremo.
O Big Brother:
O dirigente máximo dessa sociedade era chamado de Grande Irmão (Big Brother, no original em inglês). É o grande tirano, aquele que todos tinham a obrigação de idolatrar, respeitar e obedecer cegamente, como se fosse um pai todo-poderoso, um deus. Ele não tem nome e jamais foi visto em público – era somente um retrato de um homem com enormes bigodes, inspirado na figura de Stálin. Ressalte-se que todos os regimes totalitários promoveram o culto à personalidade do líder máximo: o populismo. Aliás, nas tiranias boa parte do controle é exercido pelo culto à figura do ditador, como ocorreu na União Soviética, na Alemanha, na Itália de Mussolini ou mesmo no Brasil de Getúlio Vargas.
O Big Brother de Orwell foi mais além. O governo instalou câmeras em todas as residências para vigiar os cidadãos, como no programa de TV Big Brother. O escritor batizou essas câmeras de teletelas. Na época, 1948, a televisão comercial nem sequer havia entrado em operação, e as teletelas não passavam de ficção científica. Através delas, o Big Brother poderia tudo ver sem ser visto. Poderia também estar presente em todos os lugares, levando sua imagem e sua mensagem. Ou seja, tinha os três poderes divinos: onividência, onipresença e onipotência. Todos em prol da dominação.
Ódio e alienação:
Para que o Big Brother de Orwell conquistasse a onipotência, o terceiro atributo divino, o ódio pelo próximo (ou por outras formas de organização social) era incitado pelo governo, fomentado e finalmente criado dentro do próprio sistema para dar continuidade e finalidade à subordinação. Em 1984, os cidadãos são obrigados a parar diariamente, na mesma hora, a fim de exercitar os "Cinco Minutos de Ódio". Parece inverossímil. Obra de ficção científica? Não, esses fatos aconteceram e acontecem. Naquela época, por exemplo, a ciência tentava dar veracidade às loucuras propostas por tiranos, como a superioridade da raça ariana defendida por Hitler; ou a inferioridade dos negros e das mulheres perante o homem branco. O assunto é atual, afinal, ainda hoje palestinos e judeus são criados no mesmo princípio do ódio.
Outro ponto importante a ressaltar é a alienação, base da dominação na obra de Orwell. O homem que vivia sob o comando do Big Brother não podia explorar sua mente ou o prazer que o corpo proporciona. A realidade conhecida era a que o Big Brother queria mostrar. Ele também fez algumas concessões ilusórias, baseadas na liberdade vigiada, para aqueles que seguissem com disciplina a ideologia imposta pelo governante. Poucos percebem que essa realidade é construída artificialmente e que fora dela existem inúmeras possibilidades de viver. As pessoas enxergavam o mundo do Big Brother pensando enxergar a verdade absoluta, não sabiam que eram cegas; e, se percebiam pagavam caro por isso.
Questão da privacidade:
O livro 1984 vendeu 10 milhões de exemplares em todo o mundo, 300 mil no Brasil, e se inscreveu como uma das obras mais importantes de todos os tempos. Durante os 44 anos que durou a Guerra Fria, Orwell e seu Big Brother eram estudados pela Ciência Política por conta da questão do totalitarismo. A partir da década de 1990, com o surgimento da internet e a expansão das novas tecnologias de comunicação, a alegoria do Big Brother passou a ser utilizada também para ilustrar uma nova questão em pauta: a privacidade. Começaram a surgir alertas dos especialistas em tecnologia sobre os perigos do monitoramento dos cidadãos proporcionados pelas novas tecnologias e pela internet em especial. Centenas de artigos passaram a acusar Bill Gates, dono da Microsoft, de tentar ser a encarnação do Big Brother fora da ficção.
Na virada do milênio, produtores de TV holandeses criaram um formato de programa baseado nos reality shows, cuja característica principal é o monitoramento de pessoas confinadas numa casa 24 horas por dia, com posterior exposição pública de suas intimidades. Batizado de Big Brother, esse programa já teve versões exibidas em dezenas de países, da Austrália à Turquia. No Brasil, a primeira versão foi exibida entre março e abril de 2002, tornando-se repentinamente o assunto mais comentado do país.
Curioso o capitalismo. Um dos maiores escritores de todos os tempos leva a vida inteira para elaborar uma obra-prima que levanta questões essenciais para os direitos humanos, como a liberdade e a privacidade, e de repente alguém dá um jeitinho de transformar seu alerta político em produto de venda lucrativo. A política de cooptação atual é muito mais intensa que a aplicada pelo Império Romano.
Ditador capitalista:
Está ai um dos únicos equívocos de Orwell: achar que o totalitarismo ganharia a guerra. O neoliberalismo, hoje, domina o mundo com totalidade quase absoluta. Como o Big Brother original, o capitalismo joga com uma realidade cheia de liberdades ilusórias e continua usando da ciência para validar seus atos de tirania e dominação. Em vez do controle total, inclusive do pensamento, basta controlar os principais meios de comunicação. Ao criar novos hábitos de consumo, leva-se os cidadãos a comprar e a instalar espontaneamente todo o aparato tecnológico de vigilância utilizada pelo Big Brother, sem necessidade de repressão.
As teletelas imaginadas por Orwell tornaram-se realidade com outro nome e formato. São os microcomputadores pessoais conectados à internet, com uma parafernália de softwares de vigilância e quebra de privacidade que receberam a denominação elegante de CRM. No contexto atual a dominação é feita com o consentimento dos consumidores "bem-informados". Por escolha, conforto, comodidade e rapidez, o Grande Irmão traz a modernidade para dentro de casa. Nosso sistema capitalista funciona como um ditador invisível, que controla a vida de todos com a "liberdade vigiada", em que as pessoas são induzidas a crer que são livres e que podem fazer suas próprias escolhas.
O pensador francês Michael Foucault, autor de clássicos como Vigiar e punir e Microfísica do poder, fez observações pertinentes ao nosso tema. Em suas teorias a respeito da pós-modernidade, o pleno poder só pode ser exercido com as concessões, da falsa liberdade. Esse controle pode ser feito pela banalização da violência que confina as pessoas dentro do medo, pela estética que padroniza o belo, o "normal"; e por várias outras formas e teias que se articulam para aprisionar o homem dentro de sua própria existência. Escreve Foucault: "Fabricam-se indivíduos submissos, e se constitui sobre eles um sabor em que se pode confiar."
No final acaba mesmo por fical uma ótima dica de Leitura:
1984 (Nineteen Eighty-Four) - de George Orwell.
em edição comemorativa lançado pela Companhia Editora Nacional
preço variando entre R$35,00 a 42,00
e
A revolução dos bichos pela Editora Globo, com preços variando entre R$ 22,00 a 28,00
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Dica de Leitura para 2008
O Autor, um dos maiores filósofos da nossa época, o Jean Baudrillard, ferrenho crítico dos nossos valores comtemporâneos, cultura de massas e dos complexos sistemas de signos da nossa sociedade. Uma leitura profunda, revigorante para começar o ano PENSANDO!
Para quem não conhece o autor sugiro começar pela obra "sistemas dos objetos" que dá uma visão ampla do seu pensamento e filosofia.
1 - O sistema dos objetos (1968) - editora Perspectiva
2 - À sombra das maiorias silenciosas (1978) - editora Perspectiva
3 - Da Sedução (1979) - editora papirus
4 - Simulacros e Simulação (1981)
5 - América (1988) - editora Rocco
6 - Cool Memories I (1990) - editora espaço e tempo
7 - A troca impossível (1999) - editora Perspectiva
8 - O lúdico e o policial (2000) - editora Perspectiva
Nossa Televisão......Nossa Gente!
A tv é um lugar de exibição narcísica. A tv é uma máquina narcísica que fabrica narcisos. Nela, vemos e somos vistos; artistas e mesmo intelectuais aparecem mais para serem vistos que para exporem idéias. Dominado mais pela estética que pela preocupação de conteúdo, sobretudo carente de eticidade, é que a televisão termina resvalando pelo mesmismo das fórmulas repetidas e copiadas, do assunto imposto, do pequeno tempo para exposição de assuntos complexos e interesses cada vez mais da audiência pelo lucro. Por isso que, P. Bourdieu, acha que a tv - enquanto veículo - não serve para se dizer idéias e tratar certos assuntos com profundidade e seriedade.
Personagem da tv gastam tanto tempo em blá-blá-blá em assuntos de lugar comum e com pessoas vazias de conteúdo, sobrando pouco espaço para tratar de assuntos substanciosos e personagens que são exemplos de vida. Se contarmos quanto tempo nela é dedicado para temas ligados a educação do pensamento, da saúde e dos costumes e quanto tempo é usado para a exposição de rostos bonitos, bundas, seios silicionados, jogos, junto com a alienação do lugares comuns do discurso religioso nas madrugadas, teremos o prognóstico não só da moral da televisão, mas do futuro da nação.
Sem nenhum psicologismo, não podemos deixar de reconhecer que a publicidade, a propaganda, os programas infantis, os filmes de crianças e adultos e, até certo tipo de jornalismo, fazem sucesso porquê se aproveitam de nossas pulsões anarquistas mais primitivas e perversas; estas servem para responder mais a estética que a ética. Servem para curtir o prazer gozozo e sem limites, que a coisa chata da obrigação de pensar, de discutir, de discernir o joio do trigo. Somos reféns de nossas pulsões, no sentido freudiano, que nos empurra mais para o sexo que para o amor, mais para a violência que para a paz, mais a quantidade de estímulos visuais sedutores que pela qualidade de programação, enfim, os dominantes da mídia sabem porquê investem mais em ilusão que em verdade. Não que o ser humano não precise de ilusão para realizar suas demandas e enganar seus desejos, mas é necessário fazer a crítica do efeito da manipulação ideológica cuja pretensão é substituir a realidade pela ilusão. Dito de outro modo, ao oferecer o circo como substituto da necessidade de pão, a ideologia que rege a televisão, acredita que as pessoas demandam viver mais de ilusão que de realidade.
O reality show pode ter uma vida curta como qualquer programa de tv que vive de delírio de grandeza num primeiro momento de sucesso para algum tempo depois cair na repetição do mesmo ou do desgaste da fórmula, mas precisamos ver para analisa-lo como um fenômeno psicossocial, político, cultural, etc.
O diplomada Osvaldo Aranha teria dito certa vez "não vi e não gostei". Infelizmente muitos intelectuais tem essa posição que prima pela ignorância. Os programas "tv realidade" e " lixo tv" (Big Brother, Casa dos Artistas, Ratinho, João Kleber, etc) deveriam ser vistos, mas não para "meter o pau" nem para "aprender a gostar" de banalidades ou se lamentar pelo tempo perdido. Sabemos que tais programas funcionam como drogas, viciando a que os assiste e expurgando o pensamento crítico. Mas, assistí0-los é mais uma obrigação de análise e preparo para melhorar seu ato educativos com os incautos.
Antes de tudo, devemos ficar alertas para o verdadeiro big brother (falo da ficção "1984", de George Orwel) que é o império das redes de comunicação como é a própria televisão regendo nossas vidas e nos pressionando a abandonar o nosso e ser o desejo deles.
sábado, 3 de fevereiro de 2007
Senso Crítico II
O livro do físico autríaco Fritjof Capra - O ponto de mutação da editora Cultrix é uma boa sugestão como ponto de partida para entendermos a nossa sociedade atual.
No livro o autor aborda de forma profunda, porém de fácil leitura a sociedade em que vivemos, critica nossas matrizes enrgéticas, a origem do nosso pensamento ocidental e sobretudo a questão ambiental como princípio básico para a sobrevivência da espécie.
Valer a pena dar uma conferida.
O senso Crítico
O senso crítico, matéria originalmente oriunda da filosofia...o que de fato necessitamos nos dias atuais.
Diante da nossa mídia falaciosa que nos inunda com notícias tendenciosas, posições equivocadas, lixo literário, musica ruim...e politicos prolixos e corruptos...precisamos exercitar o músculo que move nosso senso crítico...bem não sei se é exatamente um musculo...mas sei que é cinzento.
O povo brasileiro necessita de senso crítico....mas onde vamos encontrá-los, nas escolas não nos ensinam, na educação familiar...puco...na televisão...ahhh a televisão essa caixa de loucos que tanto dos disvirtua da realidade....
Senso crítico é reeducação do nosso pensar, é filosofia, é arte, é raciocínio é livro e é cultura.....é o viés de tudo que nos invade no dia a dia nessa sanha de dos subverter e lavar nossa mente a favor de uma manipulação barata e demagógica.
Senso crítico é rebelar-se conta velhos paradigmas, contra perconceitos arraigados e impregnados a séculos em nossas mentes...
Senso crítico é pensar.........
Vinicius

