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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Candidato tem de estudar para ganhar o meu voto.



Já fui chamado de preconceituoso muitas vezes por conta desse pensamento. Existe uma modinha que, sobretudo os ignorantes usam, para se esquivarem do debate e da argumentação, baseada na pura vigarice que é: Taxar de preconceituoso todo aquele que tem uma opinião contrária à sua! Já reparou que hoje em dia pensar diferente do que é supostamente politicamente correto é preconceito? Você não pode ser heterossexual, você não pode defender a pena de morte, não pode falar sobre religião... porque você será inevitavelmente preconceituoso aos olhos dos que pouco tem a acrescentar de útil na construção da idéia ou da argumentação.

Preconceituoso ou não, eu não voto em político sem educação formal. Entenda educação formal como a Educação de escola de faculdade de universidade – Educação acadêmica.  Não consigo entender outra forma de se ter conhecimento sem o estudo formal, exceto os casos raríssimos de autodidatismo, que não são os casos dos nossos políticos, só se aprende sobre o que quer que seja na escola. Até o conhecimento adquirido na “escola da vida” baseado na vivência e experiência, necessita de um arcabouço de conhecimento formal, tanto para ser assimilado, quanto para ser interpretado. A experiência complementa o conhecimento, e este, via de regra, se aprende nas escolas, nas universidades, em cursos, eventos, pesquisas, seminários, teses, etc.  
Existe um site governamental (já justiça eleitoral) onde é possível pesquisar sobre os seus candidatos, o site é:
 
Lá é possível consultar várias informações sobre os seus candidatos, certidões negativas, processos que já respondeu, valor gasto na campanha, declaração de bens e o por último, mas não menos importante a ESCOLARIDADE. Existem candidatos com curso superior, com ensino médio completo e incompleto, fundamental completo e incompleto e a última classe, os que são informados apenas como – LÊ E ESCREVE.

Dizer que o candidato “Lê e escreve” é uma forma bonita e polida de dizer que ele  é analfabeto funcional. Nunca acreditei que diploma e formação acadêmica sólida sejam garantias de honestidade, jamais afirmei isso. Não é essa a questão! O que quero dizer é; precisamos  de candidatos honestos, mas também preparados, com educação formal. Não adianta eu votar no Dalai Lama da honestidade (nem sei se o Dalai Lama é honesto...mas tudo bem, suponhamos que seja.) e esse arauto dos bons costumes não conseguir me representar de forma satisfatória porque é incompetente. Como esse candidato formulará propostas, criará leis, lerá e interpretará a legislação vigente do município (estado ou país). Como votaria em um vereador que não tem condição de ler e interpretar a Lei orgânica do meu município? Do Regimento Interno da Câmara municipal? Como votaria em um prefeito com ensino fundamental incompleto, que fala errado...Qual respeito e influência teria esse prefeito no momento de dialogar com os professores? Com os empresários? NENHUM!

Existem coisas na vida, que para se fazer não é necessário ter conhecimento formal, eu não preciso ter curso superior em música para tocar meu violão num churrasco de domingo, não preciso ser engenheiro da computação para fazer manutenção nos meus computadores, dentre outras coisas corriqueiras que fazemos no dia a dia. Mas precisaria ser engenheiro se quisesse projetar um prédio, ou precisaria ter mestrado ou doutorado se quisesse lecionar em uma universidade, por exemplo. Convenhamos – Um cargo político não é uma atividade corriqueira, representar uma cidade, um estado ou uma nação é uma tarefa cuja própria natureza, por si só, exige conhecimento formal, exige-se preparo acadêmico. Para mim candidato tem de ser honesto, ficha limpa e tem de ter escolaridade, no mínimo curso superior!



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Concurso público para político?? Eu topo!!




Nesta época de campanha eleitoral o assunto se torna bem pertinente, vejamos. No Brasil se você quiser ser gari, terá de ter no mínimo o ensino médio completo para participar do concurso público. Por outro lado, se você pretende ter um cargo político eletivo, precisará somente assinar o seu nome, ou seja, semi-alfabetizado é o pré requisito, ou até mesmo sendo um analfabeto funcional já dá para você ser um representante do povo.
O problema principal desse sistema democrático falido que vivemos é: você terá a titularidade do seu mandato, mas quem vai exercê-lo de fato é o seu assessor, ou assessores, o que é mais provável,  ora, se um candidato precisa de um assessor para guiá-lo no seu mandato  seria melhor que tivéssemos elegido o próprio assessor; assim economizaríamos dinheiro público.
Sempre fui um defensor ferrenho da exigência de qualificações mínimas para o exercício de mandatos eletivos, para que o candidato seja um bom vereador, prefeito, deputado, governador ou qualquer cargo político de quaisquer dos poderes é preciso que tenha condições para fazê-lo. Poderíamos ter uma emenda constitucional no sentido de ampliar as possibilidades de inelegibilidade, ser analfabeto é uma delas, porque não adotar a necessidade de uma aprovação em um concurso público para poder se candidatar? O postulante prestaria o referido concurso antes de se candidatar, sua aprovação seria uma condicionante para poder se alistar como candidato. Ah mas isso fere o processo democrático, alguém poderia dizer – Respondo – Melhor ferir supostamente o processo democrático que ferir os cofres públicos e a imagem do país como tantos políticos despreparados fazem, quando não só despreparados, ainda são corruptos.
As matérias básicas do concurso, a título de exemplo, poderiam ser:
Língua portuguesa
Direito Constitucional
Direito Eleitoral
Direito Administrativo
Noções de Direito Penal
Técnica Legislativa
Língua estrangeira (inglês ou espanhol)
Como segunda etapa, poderíamos ter uma prova discursiva (redação) ou uma sustentação oral de algum tema sorteado dentro do conteúdo programático do concurso.

                Seria a solução para o Brasil? Creio sinceramente que não, mas seria um grande passo rumo à reconstrução da imagem da classe política do nosso país. Um homem de bem, íntegro, capacitado tem vergonha de ser político no Brasil, isso é um fato. A ação pelo menos resgataria um pouco de moralidade e, o mais importante, traria competência e eficiência para a classe política que sem dúvida precisa muito, diga-se de passagem, a eficiência e a moralidade são  princípios da Administração pública previstos na constituição federal (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência), o que faz com que o argumento seja mais fortalecido ainda.
                O que não dá é continuar como está...continuar sendo mais difícil ser gari que ser político.



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Vivemos uma democracia ou uma mediocracia?


Há mais de dois mil anos a democracia, que teve como nascedouro a Grécia antiga, fascina o homem; é admitida como o sistema ideal, sobretudo diante dos avanços verificados na humanidade. Não se admite, no mundo moderno, nenhum governo cujas bases não estejam assentadas sobre a democracia. A democracia é a máxima expressão da liberdade.
Sob a ótica política, em nosso país, a democracia garante o sistema de governo presidencialista e forma de governo republicana, nossa democracia é a indireta; ou seja, o povo, detentor do poder, elege representantes em mandatos políticos , que por sua vez agirão em nome desse mesmo povo, o poder é outorgado pelo povo aos seus representantes. Do outro lado temos a democracia direta, onde o povo exerce o poder democrático de forma direta. A democracia direta não é verificada em sua plenitude no mundo, é exercida de forma excepcional em alguns países, inclusive no Brasil (no referendo ou plebiscito, por exemplo, onde o povo, de forma direta referenda alguma decisão ou decide sobre a aplicação de outras.
O grande problema da democracia (aqui me refiro à democracia brasileira) é formado por alguns fatores, a saber:
1 – Parafraseando a máxima do filme O Homem Aranha “grandes poderes pressupõem grandes responsabilidades”. O povo, detentor legal do poder, via de regra, não tem formação política suficiente para exercer tal poder, simplesmente delega, sem verificar as condições morais, intelectuais, preparo do seu representante. A massa brasileira é inculta e medíocre, se isso não bastasse ainda sofre grande manipulação dos poderosos meios de comunicação e dos mesmos políticos que colocou no poder.
2 – Se não bastasse a falta de critério para escolher seus representantes, também não os fiscaliza depois de eleitos, não participa do processo, não entende, não interage e não cobra. O papel democrático do brasileiro se resume em ir às urnas  em época eleitoral, no primeiro domingo de outubro, depois disso assiste de camarote aos escândalos de corrupção que destroem o pais como se nada tivesse a ver com isso.
3 – Os políticos, via de regra, perderam a percepção de que o poder emana do povo, não se sentem nem se imaginam representantes daqueles que o elegeram, esperam do povo apenas o voto, a partir daí, seguem defendendo os seus próprios interesses, muitos dos quais escusos, e outros contrários aos interesses dos seus representados.
4 – Como não tem condição intelectual de avaliar o melhor representante para si, ciente do poder que tem nas mãos no momento da eleição, barganha seu poder, barganha sua consciência, troca seu voto por comida, bens insignificantes ou promessas fantasiosas e, já sendo idiotizado; idiotiza-se mais ainda no momento que demonstra sua incapacidade para escolher aqueles agirão em seu nome.
A questão é velha, a questão é batida; mas é oportuna já que estamos em período eleitoral, o povo não tem educação política, se não a tem é porque o governo  não dá, e se não dá, é porque essa educação contraria os interesses de manipulação de quem está no poder, daí se estabelece o círculo vicioso. Povo esclarecido é povo livre e povo livre não mantém essa classe política podre que está no poder.
Se ao governo não interessa dar esclarecimento ao povo, o povo tem de sair desse círculo por seus próprios meios; isso é possível, vivemos num mundo globalizado, na era da informação, tudo circula em velocidade alucinante pelos meios de comunicação – pela Internet. O brasileiro precisa despertar, se conscientizar e buscar por seus próprios meios a libertação, vencer o comodismo, a mediocridade, sua natureza indolente para poder exercer de FATO seu poder. Só assim teremos um país melhor. Do contrário a história se repetirá ad infinitum . O povo não é vítima dos que estão no poder, o povo é vítima de si mesmo, vítima da sua própria ignorância e desinformação. Não precisamos de mediocracia, isto é, de poder emanado e exercido por medíocres, precisamos da verdadeira democracia.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Porque eu confio no Brasil!




Quanto mais eu me esforço para manter vivo o meu patriotismo, forças ocultas, satânicas ou alguma coisa do gênero me impulsionam na direção oposta. Às vezes dá uma imensa vergonha ser Brasileiro. O prognóstico? O pior possível a imagem não nega.

Romário - O Indivíduo criou problema no flamengo, criou problema no vasco, não gostava de treinar, indisciplinado, etc. E agora está criando mais problemas ainda na Câmara dos Deputados. Criticou os membros da casa, alegando que os deputados não "pegavam no batente" (preservei a mesma linguagem chula que é costumeiramente empregada por ele); na plenária seguinte, quando alguns deputados usavam a tribuna para se defender ele não estava presente, estava jogando futevôlei na Barra da Tijuca!! 
Foi preso por não pagar pensão e por aí vai, pode até ter sido um grande jogador, mas não justificaria de nenhuma hipótese ser representante do povo num mandato legislativo, não tem vida pregressa para isso.

Sarney - O Imperador do estado mais pobre do Brasil. Acho que a história fala por si só, demandaria muito tempo disposição e irritação falar desse indivíduo. Mas só a título de curiosidade, se você, caro leitor fosse um maranhense sua vida seria mais ou menos assim:
Você nasceu no hospital Marly Sarney.
Mora em algum dessas vilas - Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney
Estuda em alguma dessas escolas - Sarney Neto , Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;
Depois do ensino médio você vai estudar na maior faculdade particular do Maranhão, sabe de quem é? advinha? Acho que já adivinhou.
Domingo você acorda e quer ficar inteirado das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney.
Para saber sobre as contas públicas do seu estado, acesse o site do  Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney.
Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.
Se você achou isso engraçado, pare de rir e chore, porque é a pura verdade!

Tiririca – Eu acho que foi uma piada de péssimo gosto terem elegido esse elemento, até porque nunca consegui rir de nenhuma piada de Tiririca e quem riu, provavelmente tinha o mesmo desenvolvimento mental que ele. Foi uma palhaço a vida toda e agora é um deputado palhaço.

Popó – O cara foi um fenômeno no boxe, mas isso justificaria um mandato eletivo? Procurem no youtube qualquer entrevista de Popó, se em menos de um minuto ele não desconstruir a gramática com pelo  cinco erros de concordância, eu tiro o blog do ar. O indivíduo é um analfabeto funcional que a única coisa que conseguiu fazer bem foi distribuir e receber pancadas. Imaginem um projeto de Lei do Popó seria alguma coisa mais ou menos assim: Lei (número tal) Dispões sobre os lutadô de boksi do Estado da Bahia.
art 1º - fica proibido aos lutadô cumê acarajé antes das luta......etc, etc, etc....seu Créissom ia morrer de inveja! 

No mais dizer que essa foto expressa com muita precisão minha vergonha pelo Brasil e desprezo por essa classe política que infesta o Congresso Nacional. E o pior de tudo!!! Graças ao povo brasileiro!!!


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Usuário de drogas não precisa de descriminalização, usuário precisa de cadeia!


Milhões de reais são movimentados semanalmente nos morros cariocas, só para não mencionais os bilhões que são movimentados mensalmente no Brasil todo; mesmo diante da constatação de que a legislação recrudesceu com o traficante, a nova Lei de drogas (não que seja efetivamente nova, mas porque substituiu a outra)trata com mais rigor o tráfico, e demais tipos penais equiparados ao tráfico, face à antiga lei, as penas são muito mais duras. No outro pólo, a figura do usuário foi beneficiada com abrandamento de pena, ou seja, apesar de ser ainda crime, ao usuário não cabe mais  pena restritiva de liberdade; não bastasse o abrandamento, alguns seguimentos ainda clamam pela descriminalização do usuário, isto é, adquirir drogas para consumo pessoal deixaria de ser crime.
Na minha lógica, e acho que na lógica de qualquer ser humano normal e pensante, não existe qualquer eficácia em “endurecer” com o traficante e “amolecer” com o usuário porque ambos fazem parte de uma mesma cadeia, um depende do outro, A grande prova disso está aí nas ruas para todo mundo ver. O usuário compra porque há quem venda e, há quem venda porque há quem compre; isso é a lógica mais elementar de mercado.  Seria o mesmo que afirmar “você pode comprar a vontade, pode cheirar fumar sem problema, mas quem vender será duramente penalizado”. Ora quem vende, vende justamente porque não se importa com a lei e essa mesma lei, tenta agora ampliar o mercado dos traficantes.
Outra aberração lógica é a afirmação de que o usuário é vítima do traficante. As pessoas são vítimas de assaltantes, de terremotos, de balas perdidas e de outros fatores imponderáveis;  movimentos que tentam fazer com que a sociedade acredite que os usuários são vítimas estão agindo com extrema má fé e manipulando a opinião pública. Alguém só pode ser considerado vítima do que quer que seja quando há passividade, eu não posso desejar usar droga e após o dano causado me declarar vítima, qualquer pessoa, por mais simplória que seja, sabe que as drogas causam dependência. Mas alguém poderia dizer; “as pessoas usam drogas não porque querem, mas porque são viciadas”. Outro argumento pueril, porque todo viciado, em algum momento usou droga sem efetivamente ser viciado, a primeira vez que se experimenta a droga é por livre e espontânea vontade, por desejo próprio e jamais esse indivíduo pode ser declarado vítima, exceto vítima de si mesmo, de sua fraqueza, falta de caráter, falta de orientação familiar e inclinação para a ilegalidade. O indivíduo que não tem tal inclinação perniciosa, pode morar ao lado de uma “boca de fumo” que jamais será “vítima”.
O Estado, gerido por tecnocratas e burocratas alienados em seus gabinetes com ar condicionado, perde a percepção da realidade e torna-se incompetente para atacar o problema com medidas efetivas, quais sejam: Atacar o tráfico, não com UPPs, BOPE, invasão de favelas, mas com um duro golpe econômico, endurecer, mas endurecer firmemente com os usuários para diminuir o mercado do tráfico, penalizar duramente o usuário vai fazer com que diminuam os ingressos financeiros para o tráfico. Imaginemos uma situação, hipotética é claro, onde se conseguisse diminuir 80% a quantidade de usuários, conseqüentemente, sem investir nem mais um real em segurança pública, o tráfico teria uma diminuição de 80% do seu mercado, isso é raciocínio que criança de 5 anos entende.
Ao contrário do traficante, o usuário, apesar de ser criminoso porque comete o crime correspondente ao usuário;  não tem índole criminosa, via de regra, não anda armado, não rouba, não furta (e se o faz é para comprar mais drogas) pode até ser de classe média ou alta, sua natureza não está voltada para a prática reiterada de crimes. A falta dessa índole criminosa aliada a uma legislação dura e pesada, desencorajaria sobremaneira o usuário costumaz ou o que tivesse desejo de experimentar a droga. O usuário, de maneira geral, não reage com violência nem de forma armada contra as ações do Estado, logo é mais inteligente iniciar o combate pelo flanco mais fácil. Quanto aos que estão em fase avançada de dependência, neste caso sim, a política criminal dura não seria tão eficaz, mas ações voltadas para saúde pública, para criação hospitais e clínicas públicas  criados para o tratamento da dependência, mas com um detalhe importante – internação compulsória. O dependente seria obrigado pelo poder público ao internamento e um profissional de saúde avaliaria seu progresso ao longo do tempo; isso tudo sem se disparar nem um tiro de fuzil, os traficantes iam ver cada dia mais o seu poderio econômico ruir.
Os movimentos que lutam por causas politicamente corretas independentes de serem ou não serem eficazes e mesmo assim continuam lutando porque causas politicamente corretas fazem bem para a imagem, movimento dos quais fazem parte políticos e ex políticos deveriam começar a pensar mais, tomar vergonha na cara, não se preocupar tanto em agradar a “gregos e troianos” e pensar em soluções concretas para o Brasil. Usuário de drogas precisa mesmo é de cadeia.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O famigerado princípio que protege os criminosos do trânsito



“Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo” 
Esse é o princípio que causa tanta celeuma e tanta discussão jurídica na ocasião da Lei seca, sobretudo com o novo entendimento do STF que grosso modo é assim: “bebeu, cometeu crime, independente de causar dano ou lesão”. Ora isso esbarra novamente famigerado princípio, como o servidor vai provar a embriaguez se o motorista se recusa a passar pelo teste de alcoolemia?

Em primeiro lugar isso jamais foi um princípio constitucional, no que pese até os mais leigos no direito se arvorarem, baterem no peito e proclamá-lo perante o agente de trânsito, não passa de uma mera interpretação doutrinária dos seguintes parágrafos da Constituição:

LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Direito a Ampla Defesa
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; Princípio da Presunção de Inocência
LIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado; Direito de Permanecer Calado

Recorre-se também a outra fonte que é a convenção americana de direitos ou Pacto de San José da Costa rica que em seu Artigo 8o das Garantias Judiciais, Parágrafo II, Inciso g, declara que toda pessoa tem:"direito de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a confessar-se culpada;...".
Daí, entende-se que ao realizar o teste do bafômetro, a pessoa estaria de algum modo depondo contra si, ou produzindo prova contra si. Quanto a depor, soa muitíssimo estranho, tanto que não é o termo mais utilizado, pois depoimento por definição pressupõe uma declaração oral. A não ser que se considere o ato de abrir a boca e soprar como um tipo de depoimento! Ou violação do Direito de Permanecer Calado, carece de sentido lógico equivaler o teste do bafômetro com um tipo de depoimento contra si próprio.

Já que falamos de sentido lógico, é igualmente lógico presumir que alguém que se recusa a passar pelo teste de alcoolemia esteja sob o efeito de álcool. Do contrário, como alguém se recusaria a fazer o teste sem ter bebido? A própria negação já é por si só a “confissão” do bebum.


Bastou uma legislação afetar o direito do alcoólatra que uma rebelião jurídica se armou para a defesa, isso só mostra a força que tem a apologia ao álcool no Brasil.

Voltemos à questão jurídica:
Há uma clara diferença entre Direito de Ficar Calado, ou de não Depor Contra Si Mesmo, e o fato de se submeter a um exame de alcoolemia, que só poderia ser considerado um tipo de depoimento caso pretenda-se nublar distinções entre uma Confissão e uma Perícia, que são modalidades distintas de prova segundo o Artigo 212 do Código Civil.
Portanto, o exame de alcoolemia seria um tipo de prova pericial, ao qual não podem ser aplicados os princípios acima. Também não faz sentido evocarmos a questão da Ampla Defesa, visto que esta em momento algum é negada ao réu, que mesmo tendo seu alcoolismo demonstrado, poderá ainda contar com todos os recursos legais cabíveis.
A Presunção de Inocência pode parecer mais aplicável ao caso, mas somente se não repararmos que a mesma se aplica ao processo penal como um todo, e em especial à questão da condenação. Ou seja, é presumido inocente o réu somente no que se refere à sua culpabilidade no transitado em julgado, caso contrário, seriam impossíveis as prisões preventivas, a prisão em flagrante (pois mesmo na evidência do crime, ainda haverá o devido processo legal), bem como a prisão inafiançável e até mesmo a intimação judicial.
Ou seja, A Presunção de Inocência não pode ser usada para impedir os processos investigativos legítimos, o que é o caso do exame de alcoolemia, pois o suspeito, no caso, continuará sendo presumido inocente até que se prove o contrário.

Dirigiu bêbado, é crime. Para o agente aferir esse estado, o condutor é obrigado a fazer o teste de alcoolemia e ponto final. O que passa disso é uma mero estardalhaço que alguns juristas fazem, ou porque querem aparecer, ou porque também são alcoolistas ao volante.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Word Cup 2014 - A galinha dos ovos de ouro ou a vaca das mil tetas?

“A maioria dos brasileiros não quer dinheiro público na construção e reforma dos estádios para a Copa de 2014. Segundo pesquisa nacional do Datafolha, que ouviu 10.856 pessoas em 382 municípios, 57% da população do país rejeita o uso de dinheiro dos impostos para esse fim”. (fonte: Folha de São Paulo).

Fora o dinheiro dos impostos o BNDES já abriu uma linha de crédito de R$ 4,8 bilhões para construção e reforma das arenas da copa, esse dinheiro será disponibilizado para os governos estaduais reforçarem seu caixa e investirem em estádios locais.

R$ 4,8 bilhões, que é só a parte do BNDES, seriam suficientes para custearia quase a metade do orçamento anual do governo federal para o bolsa família, que e de aproximadamente R$ 13 bilhões, Daria para construir centenas de quilômetros de linha de metrô, reformar e construir aeroportos, pavimentar e construir milhares de quilômetros de estradas, milhares de casas populares, escolas, modernização de hospitais, investir em segurança pública, enfim daria para consertar muita coisa.

Qual o país, por mais incompetente que seja, disponibiliza R$ 6,2 bi anuais para manter o caótico e falido sistema de educação e vai gastar quase R$ 5 bi só para construir e reformar estádios de futebol?

Qual país investe apenas R$ 58 bi por ano em saúde e irá gastar sem nenhum constrangimento 50% disso (R$ 29 bi aproximadamente, na verdade será bem mais que isso) para a realização de um torneio esportivo?

Que pais no mundo, por mais rico que seja, faria um investimento dessa natureza sem ter feito um cálculo sério de qual seria o retorno desse investimento para os cofres públicos?

Imaginem um pai de família com esposa, 3 filhos, ganhando R$ 540 mensais, recebeu seu suado e minguado salário no final do mês e gastou R$ 450 só com a reforma do quintal.

Sob o aspecto orçamentário o exemplo é absurdo, porque o país não tem problema grave de caixa; mas sob o ponto de vista do atendimento das prioridades o exemplo é exato e reflete o que está ocorrendo no Brasil, um país sucateado, sem infra-estrutura, sem educação e cultura, sem saúde, com a previdência social falida; o poder paralelo do crime organizado acuando cada vez mais os poderes constituídos, a criminalidade e a droga em níveis insuportáveis, as crianças famintas, o povo sem expectativa, sem emprego, a economia com índices medíocres, etc e etc... vai gastar 20 bilhões com a copa, e ainda por cima, contra a vontade popular?

Segundo a revista veja, (não que ela seja digna de tanta confiança, ma foi a única com coragem para fazer a pesquisa) divulgou os seguintes infográficos refletindo o desgosto do brasileiro com a copa. O brasileiro pode até ser amante do futebol, adora a copa do mundo, mas querer que ela seja realizada neste nosso incompetente país já é outra história. Vamos aos dados:


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A matemática do Diabo!


Do ponto de vista gramatical não é correto de dizer "Politico Ladrão"!! ISTO É PLEONASMO"
















Eis a continha!

515 dePUTAdos federais

81 senadores

600 dePUTAdos estaduais (aproximadamente)

27 governadores

27 vice-governadores

5.561 prefeitos

5.561 vice-prefeitos

61.000 vereadores (aproximadamente)

1 presidente da república

1 vice-presidente da república



TOTAL DE PARASITAS = 73.374

Nessa simples conta, obviamente que ficaram de fora os suplentes, ministros, chefes de gabinete, cargos de confiança, presidentes das empresas públicas, secretários e demais parasitas que infestam o Brasil.

para saber o valor total dos subsídios dessa raça, só se alugar o Watson (computador mais potente do mundo) para fazer as contas! fora o que vai na cueca! ACORDA BRASIL!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Conversa de Barbearia - Porque o patriotismo vai muito, muito mais além do futebol.


Segunda feira, quase meio dia, na TV o Globo esporte, anunciava suas manchetes; chego ao barbeiro, sento na cadeira e digo:

- Boa tarde, máquina 3 em todo o cabelo, por favor.

Ele gentilmente oferece:

-Quer ler alguma revista?

Passo os olhos rapidamente pela mesinha e verifico algumas revistas Placar, Contigo, Caras, algumas Vejas estampando na capa as notícias das Diretas Já e a morte do Papa João Paulo II (relíquias preciosas) e respondo sem a menor sombra de dúvida:

- Não, obrigado. (Nesse momento tenta girar a cadeira para eu poder ver o Globo esporte, insisto para ficar mesma posição vendo minha cara mesmo, pelo espelho.)

O barbeiro insiste em um diálogo:

- Você viu a falta do Hélder no Tiago neves? Juiz ladrão!! (se referia ao jogo Flamengo e Bahia empatado em 3x3 no dia anterior).

Eu disse!

- Não, não vi!

Barbeiro:

- Qual time você torce? Você tem cara de flamenguista!

Eu:

- Eu não torço para nenhum time de futebol, na verdade eu não gosto nem assisto futebol.

Barbeiro:

- Nem na copa?

Eu:

- Nem na copa!

Barbeiro:

-Nem se for uma final com o Brasil jogando.

Eu:

- Também não, mesmo sendo uma final com a seleção brasileira jogando, ainda assim é um jogo de futebol, e como eu disse eu não gosto de futebol!

Sem pestanejar ele dispara sem a menor cerimônia:

- Então você não é brasileiro, não é patriota!! (essa é a resposta clássica do torcedor alienado, eu gosto de escutá-la porque aí vem a resposta igualmente clássica.)

Eu:

- Você sabe cantar todo o Hino Nacional?

- Acho que sim, pelo menos uma parte eu sei com certeza! (claro, ele só aprendeu a primeira parte, assistindo jogos de futebol)

- você conhece e saberia cantar o hino da bandeira?

- Acho que sei! (aprendeu no Mobral, cantando no pátio da escola, mas duvido que se lembre)

- Você sabe quem foi o primeiro presidente do Brasil eleito por eleições diretas e pelo voto popular?

- Há, essa é fácil, foi o Tancredo Neves!! (não nobre patriota, não foi o Tancredo, foi Prudente de Morais em 1894, se assistisse menos futebol e estudasse mais, você saberia disso!)

- você sabe quando foi o fim do regime militar no Brasil?

- Não. (essa reposta demonstra que ele não leu aquela revista Veja antiga que está em sua mesinha.)

- Você sabe a data da proclamação da República?

- Não me lembro! (foi em 15 de novembro de 1889)

- Você saberia a letra ou cantar o Hino da Independência, Hino da Proclamação da República ou o Hino a Pátria?

- Não esses aí eu não conheço. (claro que não, esses não são executados nos jogos de futebol)

- Então meu caro, pense muito antes de dizer que alguém não é patriota só porque não gosta desse esporte enfadonho e alienante chamado futebol. Verificando suas respostas, a única conclusão que chegamos é que o não patriota aqui é você!!


O brasileiro tem essa péssima mania, suja a rua, avança o sinal vermelho, cospe no chão, desrespeita as leis, depreda o bem público, é desonesto, não conhece a história, nem os símbolos da sua pátria - Mas como torce freneticamente pela seleção brasileira, ou para qualquer outro time, isso lhe basta - Ele é, ou ao menos se sente patriota!! (não agravando a todos, é claro!)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Audiência da Globo cai quase 30% no primeiro semestre de 2011.


O jargão técnico que as emissoras usam para denominar a audiência é o Share. Para o leigo, se deparar com uma notícia mais ou menos assim: “O share da Rede Globo Caiu 27% no primeiro semestre de 2011” não causa muito impacto, mas “ A audiência da Globo cai 27%” causa muito impacto. Por isso que quando a audiência sobe as emissoras dizem que a audiência subiu, mas quando cai, elas dizem que o share caiu. São os famosos eufemismos para manipular a opinião pública, alias, uma das estratégias já consagradas pela Rede Globo ha muito tempo para manter sua ditadura ideológica. Apenas para relembrar, durante a ditadura militar, a TV Globo foi adesista de primeira hora, sempre contra o povo brasileiro e sua censura interna sempre foi tão rigorosa que deixava atônitos os censores da ditadura!

Por esses e outros motivos a queda do share ou da audiência da rede Globo é um fenômeno que reflete a maturidade do brasileiro, que passa a dar credibilidade a outras emissoras. O SBT permaneceu estagnado e quem levou a parte perdida da Rede Globo foi a Band e a fatia maior ficou com a Rede Record. Não quero entrar no mérito das falcatruas da Record, mas justiça seja feita, a emissora preza pela qualidade de sua programação (comparada a globo) e não se presta a um papel nefasto de manipulação ideológica por isso cresceu tanto no gosto do brasileiro. As TVs fechadas e o boicote dos evangélicos contribuíram ainda mais para a queda do share da Rede Globo, a expectativa é que perca ainda mais audiência até o final do ano, vamos aguardar.

Quem faz a audiência da emissora é o povo e o povo está de parabéns pelo troco dado essa emissora que tanto desserviço prestou ao Brasil!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

copa de 2014 já está dando muito pano para manga!!

Não gosto de comentar sobre futebol, quem me conhece sabe que sou completamente avesso a esse esporte.

Em 2009, a título de piada publiquei este post:

http://alinguatasolta.blogspot.com/2009/12/24-razoes-porque-nao-gosto-de-futebol-1.html

Agora eu vejo que ele é mais sério do que eu pensei!!!!

A história agora é outra ultrapassa o assunto “futebol” para ganhar uma roupagem política e social, estou falando do estouro das denúncias de corrupção envolvendo a CBF, mas precisamente o envolvimento do Sr Ricardo Teixeira num esquema de propinas milionárias às portas da copa do mundo que será sediada pelo Brasil. Um prato Cheio para a rede Record, que nunca teve oportunidade de transmitir uma copa, com o afastamento do presidente da CBF ela pode ter alguma esperança de obter os direitos de transmissão, já que a CBF só dá a vez para a Globo. (será que tem alguma coisa a ver com as propinas?)

Na verdade pouco me importa quem vai transmitir a copa do mundo, eu não vou assistir mesmo!! O que me preocupa é ver o dinheiro do povo, que deveria ser usado para melhorar a saúde, a educação e minimizar um pouco os problemas desta lástima chamada Brasil, está sendo usado para construir estádio para o Corinthians, reformar a Fonte Nova e investir em construção de estádios que sediarão os jogos da copa. Espantoso também é ver que nossos políticos votaram um sistema diferenciado do processo licitatório para as obras da copa, ou seja, nas obras onde o processo licitatório é observado há desvios de verbas aos milhões, imagine com a abertura de exceções para a construção da infra-estrutura para a copa! Quem desvia dinheiro de obras públicas?? POLÍTICOS, quem vota na relativização das normas de licitação para facilitar a construção das obras?? POLÍTICOS....ora, alguma coisa não está cheirando bem nessa história.

Bom lembrar que na Suíça o Ricardo Teixeira já confessou seu esquema, acontece que na Suíça as leis funcionam e funcionam MESMO!!

Aqui, além de negar as denúncias ainda faz chacota com o povo brasileiro e com a imprensa, eu me recuso a acreditar que esse elemento, pesando sobre ele todas essas denuncias, inclusive sendo réu confesso na Suíça, estará a frente da CBF até a copa do mundo de 2014!!

Nosso país pobre e incompetente, gastara mais de 20 bilhões, só em obras, para a copa de 2014, só a título de comparação, a África na última copa gastou 3,7 bilhões, no total, com obras, reformas e tudo mais, nós gastaremos nove vezes mais só em obras e com processo de licitação diferenciado!!!

Enquanto os políticos, empreiteiras e a CBF estão rindo a toa!! Eu me envergonho de ser brasileiro, nessas horas ser brasileiro é sinônimo ser otário!!

Esse é o presidente da CBF, rindo da nossa cara!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os nossos representantes


"Ao menos 59 dos 513 deputados federais que tomam posse nesta terça-feira (1º/02/2011) chegam à Câmara na condição de réus em ações penais, ou seja, respondem a processos nos quais são acusados de crimes em 61 tribunais, entre eles o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF).Juntos, os 59 deputados do levantamento deste ano respondem a pelo menos 92 processos – em alguns casos, o deputado é acusado pelo Ministério Público por mais de um crime. A maioria das acusações se refere à administração pública, como crime contra a Lei de Licitações, peculato (quando o funcionário público se apropria de bens ou valores públicos) e corrupção. Há ainda casos de crime contra o sistema financeiro, crimes eleitorais e até crimes contra a pessoa, como homicídio e lesão corporal."
Fonte: G1.
No que pese existir em nosso ordenamento jurídico o princípio da presunção de inocência, ou seja, de que ninguém será considerado culpado até a decisão da sentença trasitado em julgado, pelo menos esses 59 deputados têm contra si fortes inícios de prática de crimes. E para representar o povo no processo democrático, a questão vai muito além de ser culpado ou não de qualquer crime, para o representante do povo não pode pesar contra si, nem mesmo a suspeita, o indício de cometimento de crimes. A nossa classe política tem que ser honesta e translúcida como o cristal. Um candidato que responde processo criminal já carrega em si a mácula, a nódoa que o incompatibiliza para o cargo público. Além disso, agora com foro privilegiado seus processos "subirão" para o STF e sabe la Deus quando serão julgados....se é que serão julgados!!!
Um simples mortal, que pretende ocupar um cargo através de concurso público, passa, em algumas funções, por uma rigorosa investigação social, onde um simples título protestado lhe tira a esperança de ocupar a vaga, um processo criminal então, nem pensar para as carreiras policiais. Mas para a nossa classe política tudo é válido e além de tomar posse ainda têm foro privilegiado, o que não deixa de ser um certo benefício......vai tentar entender essa nossa democracia!!!!


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O tempo do horário eleitoral gratuito


Criado no Brasil em julho de 1965 ao lado do Código Eleitoral, o espaço tinha como escopo a apresentação das propostas dos candidatos embasada em um critério de igualdade na divisão do tempo.

As reformulações no decorrer dos anos deixaram, no entanto, o período desigual. No atual formato, um terço do tempo é dividido igualmente entre todos os postulantes. No entanto, a maior fatia está submissa proporcionalmente às bancadas dos partidos no Congresso.

Esse atual sistema de distribuição de horários para a propaganda eleitoral, a meu ver, não se coaduna em perfeita harmonia com a democracia, nem com a idéia de que o horário obrigatório tem a finalidade precípua de informar o eleitor. A Constituição brasileira assegurou aos partidos políticos acesso gratuito ao rádio e à televisão, através do artigo 17, parágrafo 3. º. Exposto isso, pode-se concluir que existe o direito positivo dos partidos políticos aos meios de informação. Está no inciso III, parágrafo 3. º, mas esses acessos ao direito de informação são distintos; temos a propaganda partidária e a propaganda eleitoral. A propaganda partidária, aquela veiculada fora do período eleitoral, poderia ser em função da proporcionalidade da bancada (mais coligações mais tempo), mas a eleitoral não devia funcionar por esse sistema, mas sim pela divisão igualitária do tempo para cada candidato. Qual plano de governo, por mais resumido que esteja pode ser exposto em um minuto de propaganda? A distribuição desigual só favorece ao continuísmo e a manutenção do “status quo”. Os candidatos já são previamente alocados em “os principais” os “secundários” e os “excluídos”, e estes por sua vez continuam cada vez mais excluídos, porque por mais que possuam boas idéias para solucionar os problemas do Brasil, é humanamente impossível expô-las em cinqüenta segundos ou um minuto de propaganda eleitoral. O tempo curto também não deixa de ser uma vantagem para aqueles que nada têm a dizer, já que serve de justificativa. “Ora, se não apresento nada de importante é porque não tenho tempo suficiente para isso”, e assim vão levando para quem sabe na próxima se lançar como vereador ou deputado estadual. Ficam à margem da propaganda eleitoral tentando angariar alguns votos como fez ha muito tempo atrás o Enéas, em alguns segundos de propaganda tornou-se o momento cômico do horário eleitoral, para depois de algum tempo ser o deputado federal mais votado do Brasil. A divisão igualitário do tempo por si só já eliminaria os que nada têm a dizer e, aos que têm, os abrigaria a ser mais concisos e objetivos. O povo teria mais subsídios para avaliar os candidatos e a democracia agradeceria.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ataque ao batalhão da ROTA.
(O poder paralelo aprontando de novo)

Vamos imaginar um negócio que dá lucros de 80% ao ano, não tem sazonalidade, não é afetado por nenhuma crise local nem internacional e não recolhe nenhum tributo, estamos falando de um negócio que fatura 1 bilhão e 400 milhões de reais por ano no país; sim estamos falando do tráfico de drogas. E por mais que os falaciosos “especialistas” em segurança pública digam que o tráfico no país não é organizado, isso não passa de uma grande mentira. O tráfico envolve uma intrincada cadeia econômica, logística para transportar a droga dos produtores da bolívia, Colômbia e Paraguai, teia de contatos para distribuição nos pontos de vendas, rede de contatos para compra de armamentos de guerra, domínio e aliciamento dos moradores das comunidades, etc. Ora se isso não é crime organizado, eu não sei qual o conceito de organização que esses supostos especialista têm. Com todo esse poderio econômico e armas pesadas, R$ 1,4 bilhões é exatamente o mesmo valor que o governo federal anunciou de investimento no PRONASCI (programa nacional de segurança pública com cidadania), isso mesmo, o crime fatura exatamente o valor que o governo investe em segurança pública. Com todo esse prognóstico macabro é difícil acreditar nas palavras do governador do Estado de são Paulo quando disse que não acredita que os ataques sofridos pelo batalhão da ROTA sejam parte de uma ação organizada contra as forças de segurança. Que a criminalidade e violência acuaram os cidadãos isso não é nenhuma novidade, há muito tempo somos reféns da bandidagem. A grande novidade é que a criminalidade começa, ou recomeça a acuar os poderes constituídos e eles fingem acreditar que isso não é verdade. No primeiro dia do mês de agosto de 2011, o batalhão da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar – ROTA foi alvo de ataque a tiros 24 horas após o seu comandante também ter sofrido um atentado. A mesma ROTA que décadas atrás impunha medo e terror na bandidagem agora fica acuada, e porque não suscitar o ataque do PCC de 2006? Quando o poder público ficou a mercê de ataques a órgãos públicos, banco, policiais, ônibus que vitimou mais de 200 pessoas, orquestrados dentro dos presídios? Será que aí começou a se desenhar esse prognóstico macabro? A grande coincidência, 2006 era ano eleitoral como também é agora. Vamos aguardar e conferir as novas promessas, aguardar em casa e bem trancados!




quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Porque essa vitória é tão importante para nós?















Quem conhece um pouco da cultura norte americana sabe que esse é um momento histórico para os EUA, mas acima de tudo para o mundo!!! Porque a vitória de Obama representa muito mais que uma vitória nas urnas, é uma vitória de ideologia, da mudança e a derrubada de um grande paradigma.

Por ser negro, origem pobre, descendente de africanos e muçulmanos por si só já seria um feito extraordinariamente grande para Obama, mas se isso não bastasse, derrotou um candidado branco, rico, militar, heroi de guerra, um ícone da cultura dos EUA, isso tudo num pais que até então demonstrava um racismo exacerbado e escancarado.

Obama mostra ao mundo que a mudança é possível, que o impossível acontece . Luther king e Kennedy lutaram contra a segregação racial, após isso surgiu uma elite de negros ilustrados e triunfadores, elegantes, ricos, com maior presença nas universidades, na televisão, na política e até em holywood. Surgiu Colin Powell, o primeiro secretário de estado negro, Parece que esse esboço de mudança se consolida com o Barack Obama e serve de exemplo para o resto do mundo. A mudança!!! é preciso!! é preciso derrubar velhos preconceitos, velhas ideias e construir (no caso dos EUA Reconstruir) sua identidade. E a juventude, ah!! a juventude, essa que parecia estar em estado de letargia depois de muito lutar pelos idéais e depois de muitas conquistas importantes no passado, acorda com vigor e disposição, precisamos acordar nossa juventude deste lado de cá!! Cadê os jovens que enfretavam a ditadura militar? onde estão os jovens que derrubavam presidentes em nome da democracia? Essa é a chave!! A democracia!!! o governo pelo povo, precisa de um povo comprometido e engajado no processo de construção e consolidação de um pais, mesmo lá onde a democracia parece ser tão sólida ainda há muito por fazer! VIVA BARACK OBAMA e tudo que ele representa para o povo americano e para o mundo.
PS: Aqui não temos Barack Obama........mas temos o Barack Obina!!! ;)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O Brasil nunca teve uma postura ética estável


A ética pode ser compreendida como uma ciência da conduta humana, perante o ser, e seus semelhantes. Concebendo como sua virtude a pratica do bem, que resulta na felicidade dos seres.

O ser humano desde o seu surgimento, sempre foi cercado por preceitos e valores, sendo que por esses requisitos se julgava o caráter, ou até a vida de um homem. A ética é a apreciação das normas da conduta humana. Conseqüentemente ela se torna mais importante do que a moral, pois esta caracteriza as regras que o homem deve seguir numa sociedade, enquanto que a ética é mais abrangente, ela fornece juízos de valores, que julgam o comportamento humano sobre as regras sociais.

O primeiro a organizar essas questões é Aristóteles. Ele classifica as virtudes como a justiça, a amizade e os valores morais, sendo que estes derivam dos costumes e servem para promover a ordem social. Na Idade Média visualiza-se o surgimento da ética cristã, impregnada de valores religiosos, que incorpora as noções gregas de que a felicidade é um objetivo do homem e a prática do bem, um meio de atingi-la.

O primeiro a romper com esses preceitos foi o italiano Nicolau Maquiavel, que defendeu a adoção de uma moral própria em relação ao Estado. Para ele, os princípios cristãos impregnados naquela época eram inúteis e prejudiciais para o desenvolvimento Estatal. No Brasil, é difícil de afirmar que existiu uma postura ética estável. Detecta-se que desde o descobrimento das terras brasileiras, pelos portugueses em 1500, o território brasileiro foi sempre utilizado para exploração financeira, passando assim uma figura do enriquecimento desmedido em detrimento das regras sociais.

Atualmente é difícil discutir os problemas nacionais, sem tocar na palavra ética. Muitas pessoas ficam refletindo sobre essa problemática, tentando achar a gênese, e o porquê, em tão pouco tempo se agravaram tanto as relações humanas sem ao menos se pensar nas crises sociais, ampliando os vazios da insegurança pública e privada dos cidadãos, é ai que surge o interesse de racionalmente compreender este novo paradigma. As pessoas não se sentem mais satisfeitas pelos atos honestos que praticam, a sociedade gira em torno dos poderes e elites financeiras. A falta de princípios morais causam conseqüências intermináveis, onde encaminham o país para as mãos dos detentores do poder.

No Jornal da Tarde, Denise Frossard, transcreve: “(...) a corrupção leva o cidadão a perder a fé nas suas instituições e quando isto acontece, ele se torna cínico ou rebelde. E isto é um golpe de morte na democracia e na estabilidade que ela significa” (1). São situações assim que ensinam a população aplaudir os golpistas, pelo sucesso das gestões públicas, transformado-os em líderes de uma sociedade adoentada e sem forças próprias para escapar do “coma político”. Rui Barbosa, magistralmente, já previa no começo do século passado, que chegaria um momento em que as pessoas “(...) de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto” (2)..
Tornou-se comum, administradores do patrimônio publico, que se dizem representantes de uma nação, subirem ao poder com o escopo de desviar verbas, que deveriam servir para melhorar a condição de vida da sociedade. Entretanto esse montante vai servir para fortalecer sua imagem política ou até para proporcionar o bem estar particular de algumas pessoas.
Grande parte dos estudiosos do assunto defendem uma rápida reação, mas as conseqüências só surtirão efeito, na próxima geração, ou seja, é preciso mudar o sistema educacional a longo prazo. Mas primeiramente, deve-se analisar quem é o alunado brasileiro atualmente. Através das estatísticas divulgadas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), é possível descobrir o caos que está a educação brasileira; faculdades de final de semana, universidades de “fachada”.
Os estudantes brasileiros não sabem estudar, porque já vieram de um sistema educacional sem o mínimo necessário de conhecimento. O Brasil esta infestado de “escolas fast food”, dominando o mercado, jogando na sociedade estudantes sem o mínimo necessário de conhecimentos para enfrentar os problemas sociais.

Após a tortuosa passagem pelo vestibular, o aluno consegue ingressar na faculdade, ali ele vai aprender noções básicas sobre os princípios que regem a sua profissão, mas ao momento em que encontrar o mercado de trabalho toma uma surpresa, e descobre que as regras fora da sala de aula são outras, então o novo profissional caí num dilema: ou joga de acordo com as regras, ou será excluído do “injusto” mercado de trabalho. A preocupação, no entanto é que as pessoas tenham consciência que se algo não for feito para solucionar esse problema, a sociedade corre o risco de ser extinta. Essa situação remete o ser humano para a pré-história, onde o homem defendia seus interesses e seus desejos com sua própria força.
Assim o cidadão necessita de alguém que possa auxiliá-lo nas interpretações desse mundo maluco, de alguém que possa literalmente fazer justiça. E o profissional mais adequado para essa operação, é o operador do direito, pois é ele quem vai ter uma maior sensibilidade perante os problemas nacionais.

Já na Antiga Roma a profissão de advogado ganhou sua relevância, a ponto de sua remuneração, diferir dos outros cidadãos. Mas com essa super valorização, ocasionou algumas conseqüências desastrosas, a principal foi a inevitável “explosão” populacional de advogados. Não precisa ser conhecedor de economia para saber como funciona a lei da demanda, que quando se aumenta de uma forma desmedida a quantidade, conseqüentemente, prejudicará a qualidade.
Dentro das faculdades de direito há ainda uma grande dificuldade de adequação do direito positivado para a realidade social. “Os cursos jurídicos, de modo geral, não procuram preparar as pessoas que o freqüentam para capacitá-las a atuarem em situações reais da vida. Distanciam-se muito da realidade verificada em manchetes de jornais, e aos olhos nus”(3). Aí constata-se uma incoerência entre à teoria e práxis. Há um abismo separando os ensinamentos passados no banco da sala de aula e a realidade, inexiste uma simetria entre livros e tribunais.
Mesmo nessa desordem que se encontra o ensino jurídico, o acadêmico de direito tem algumas noções básicas sobre ética, moral e honestidade, onde na teoria todos se consideram como defensores dos direitos humanos, guardiões dos oprimidos, e a palavra mais pronunciada na sala de aula é “Justiça”. Porém depois de formados, “não passam de “pistoleiros contratados”, porta-vozes à venda, esperando o lance mais alto, à disposição de qualquer um, qualquer ladrão, qualquer fora-da-lei, com dinheiro suficiente para bancar os honorários”.
A generalização do antiético trouxe a tona uma descrença em relação ao Brasil. Internacionalmente os brasileiros são conhecidos pelo carnaval, pelo futebol e pela corrupção. Para reverter esse quadro, primeiramente, os cidadãos devem entender que o patrimônio público pertence a todos, e um bem que pertence a alguém deve ser cuidado e fiscalizado por esse alguém. Então os primeiros problemas a serem corrigidos são os relativos ao Estado, chamados problemas de ordem pública. Através de uma forte fiscalização em cima dos administradores, pois quem são eles, senão funcionários do povo.

Toma-se o exemplo de uma empresa particular, se o empregado furta dinheiro da mesma, certamente ele será mandado embora e corre o risco de ser processado criminalmente. Se o ente público tivesse funções semelhantes ao da empresa particular, com certeza, as verbas públicas chegariam ao seu destino sem desvios. Os cidadãos devem também encarar o voto não como um dever, mas sim como um direito de escolher seu representante. O político (a palavra mais certa é administrador) deve ser uma pessoa de confiança e honrar os votos que recebeu, trabalhando em prol da população.

Um parágrafo do livro Homem medíocre de José Ingenieiros, dá uma esperança para ética, afirmando que:

“Nossa vida não é digna de ser vivida quando não a enobrece num ideal. Os mais elevados prazeres se relacionam com a meta da perfeição e sua busca. As existências vegetativas não tem biografia; na história de sua sociedade só vive o que deixa rastros nas coisas ou nos espíritos. A vida vale pelo uso que dela fazemos, pelas obras que realizamos. Não viveu mais quem tem mais anos, mais quem sentiu melhor um ideal. Os cabelos brancos denunciam a velhice, mas não dizem quanta juventude a precedeu. A medida social do homem esta na duração de suas obras. A imortalidade é o privilegio dos que as fazem sobreviver aos séculos e por elas é medida”(5).
É importante que haja uma reflexão sobre os problemas da nação, é preciso haver uma reação, tal reação, autenticamente sadia, dirigi-se para corrigir os graves e freqüentes desvios que se manifestam no agir das pessoas. Devem ocorrer mudanças urgentes como, por exemplo, a adaptação do currículo das faculdades de direito a uma nova visão interdisciplinar, para que o advogado não se limite a interpretações somente legais, mas sim éticas. O escritor Luciano Zajdsznajder deixa bem clara essa idéia afirmando que:
“(...) diante das novas realidades, a espécie humana encontra a ética não mais como uma realidade ideal, como uma exigência colocada pelas forças trascedentes, que assumem o papel de juizes da vida humana. Passa a vive-la como uma nova realidade como uma necessidade de um tempo (...)”(6).
Dessa forma, como afirmava o inesquecível presidente norte-americano J. F. Kennedy dizendo: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer pelo seu país”. Assim é preciso quebrar paradigmas, devendo ocorrer modificações profundas no comportamento das pessoas, deve-se valorizar mais o ser e não o ter, começando um novo ciclo de vida, onde as pessoas valorizem o ser humano, e não o poder nem o dinheiro, eliminando a hipocrisia da sociedade moderna.