quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Candidato tem de estudar para ganhar o meu voto.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Concurso público para político?? Eu topo!!
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Vivemos uma democracia ou uma mediocracia?
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Porque eu confio no Brasil!
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Usuário de drogas não precisa de descriminalização, usuário precisa de cadeia!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
O famigerado princípio que protege os criminosos do trânsito

terça-feira, 30 de agosto de 2011
Word Cup 2014 - A galinha dos ovos de ouro ou a vaca das mil tetas?

“A maioria dos brasileiros não quer dinheiro público na construção e reforma dos estádios para a Copa de 2014. Segundo pesquisa nacional do Datafolha, que ouviu 10.856 pessoas em 382 municípios, 57% da população do país rejeita o uso de dinheiro dos impostos para esse fim”. (fonte: Folha de São Paulo).
Fora o dinheiro dos impostos o BNDES já abriu uma linha de crédito de R$ 4,8 bilhões para construção e reforma das arenas da copa, esse dinheiro será disponibilizado para os governos estaduais reforçarem seu caixa e investirem em estádios locais.
R$ 4,8 bilhões, que é só a parte do BNDES, seriam suficientes para custearia quase a metade do orçamento anual do governo federal para o bolsa família, que e de aproximadamente R$ 13 bilhões, Daria para construir centenas de quilômetros de linha de metrô, reformar e construir aeroportos, pavimentar e construir milhares de quilômetros de estradas, milhares de casas populares, escolas, modernização de hospitais, investir em segurança pública, enfim daria para consertar muita coisa.
Qual o país, por mais incompetente que seja, disponibiliza R$ 6,2 bi anuais para manter o caótico e falido sistema de educação e vai gastar quase R$ 5 bi só para construir e reformar estádios de futebol?
Qual país investe apenas R$ 58 bi por ano em saúde e irá gastar sem nenhum constrangimento 50% disso (R$ 29 bi aproximadamente, na verdade será bem mais que isso) para a realização de um torneio esportivo?
Que pais no mundo, por mais rico que seja, faria um investimento dessa natureza sem ter feito um cálculo sério de qual seria o retorno desse investimento para os cofres públicos?
Imaginem um pai de família com esposa, 3 filhos, ganhando R$ 540 mensais, recebeu seu suado e minguado salário no final do mês e gastou R$ 450 só com a reforma do quintal.
Sob o aspecto orçamentário o exemplo é absurdo, porque o país não tem problema grave de caixa; mas sob o ponto de vista do atendimento das prioridades o exemplo é exato e reflete o que está ocorrendo no Brasil, um país sucateado, sem infra-estrutura, sem educação e cultura, sem saúde, com a previdência social falida; o poder paralelo do crime organizado acuando cada vez mais os poderes constituídos, a criminalidade e a droga em níveis insuportáveis, as crianças famintas, o povo sem expectativa, sem emprego, a economia com índices medíocres, etc e etc... vai gastar 20 bilhões com a copa, e ainda por cima, contra a vontade popular?
Segundo a revista veja, (não que ela seja digna de tanta confiança, ma foi a única com coragem para fazer a pesquisa) divulgou os seguintes infográficos refletindo o desgosto do brasileiro com a copa. O brasileiro pode até ser amante do futebol, adora a copa do mundo, mas querer que ela seja realizada neste nosso incompetente país já é outra história. Vamos aos dados:



sexta-feira, 26 de agosto de 2011
A matemática do Diabo!
Do ponto de vista gramatical não é correto de dizer "Politico Ladrão"!! ISTO É PLEONASMO"
515 dePUTAdos federais
81 senadores
600 dePUTAdos estaduais (aproximadamente)
27 governadores
27 vice-governadores
5.561 prefeitos
5.561 vice-prefeitos
61.000 vereadores (aproximadamente)
1 presidente da república
1 vice-presidente da república
TOTAL DE PARASITAS = 73.374
Nessa simples conta, obviamente que ficaram de fora os suplentes, ministros, chefes de gabinete, cargos de confiança, presidentes das empresas públicas, secretários e demais parasitas que infestam o Brasil.
para saber o valor total dos subsídios dessa raça, só se alugar o Watson (computador mais potente do mundo) para fazer as contas! fora o que vai na cueca! ACORDA BRASIL!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Conversa de Barbearia - Porque o patriotismo vai muito, muito mais além do futebol.

Segunda feira, quase meio dia, na TV o Globo esporte, anunciava suas manchetes; chego ao barbeiro, sento na cadeira e digo:
- Boa tarde, máquina 3 em todo o cabelo, por favor.
-Quer ler alguma revista?
- Não, obrigado. (Nesse momento tenta girar a cadeira para eu poder ver o Globo esporte, insisto para ficar mesma posição vendo minha cara mesmo, pelo espelho.)
- Você viu a falta do Hélder no Tiago neves? Juiz ladrão!!
- Não, não vi!
- Qual time você torce? Você tem cara de flamenguista!
- Eu não torço para nenhum time de futebol, na verdade eu não gosto nem assisto futebol.
- Nem na copa?
- Nem na copa!
-Nem se for uma final com o Brasil jogando.
- Também não, mesmo sendo uma final com a seleção brasileira jogando, ainda assim é um jogo de futebol, e como eu disse eu não gosto de futebol!
- Então você não é brasileiro, não é patriota!! (essa é a resposta clássica do torcedor alienado, eu gosto de escutá-la porque aí vem a resposta igualmente clássica.)
Eu:
- Você sabe cantar todo o Hino Nacional?
- Você sabe quem foi o primeiro presidente do Brasil eleito por eleições diretas e pelo voto popular?
- Não esses aí eu não conheço. (claro que não, esses não são executados nos jogos de futebol)
- Então meu caro, pense muito antes de dizer que alguém não é patriota só porque não gosta desse esporte enfadonho e alienante chamado futebol. Verificando suas respostas, a única conclusão que chegamos é que o não patriota aqui é você!!
O brasileiro tem essa péssima mania, suja a rua, avança o sinal vermelho, cospe no chão, desrespeita as leis, depreda o bem público, é desonesto, não conhece a história, nem os símbolos da sua pátria - Mas como torce freneticamente pela seleção brasileira, ou para qualquer outro time, isso lhe basta - Ele é, ou ao menos se sente patriota!! (não agravando a todos, é claro!)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Audiência da Globo cai quase 30% no primeiro semestre de 2011.
O jargão técnico que as emissoras usam para denominar a audiência é o Share. Para o leigo, se deparar com uma notícia mais ou menos assim: “O share da Rede Globo Caiu 27% no primeiro semestre de
Por esses e outros motivos a queda do share ou da audiência da rede Globo é um fenômeno que reflete a maturidade do brasileiro, que passa a dar credibilidade a outras emissoras. O SBT permaneceu estagnado e quem levou a parte perdida da Rede Globo foi a Band e a fatia maior ficou com a Rede Record. Não quero entrar no mérito das falcatruas da Record, mas justiça seja feita, a emissora preza pela qualidade de sua programação (comparada a globo) e não se presta a um papel nefasto de manipulação ideológica por isso cresceu tanto no gosto do brasileiro. As TVs fechadas e o boicote dos evangélicos contribuíram ainda mais para a queda do share da Rede Globo, a expectativa é que perca ainda mais audiência até o final do ano, vamos aguardar.
Quem faz a audiência da emissora é o povo e o povo está de parabéns pelo troco dado essa emissora que tanto desserviço prestou ao Brasil!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
copa de 2014 já está dando muito pano para manga!!

Não gosto de comentar sobre futebol, quem me conhece sabe que sou completamente avesso a esse esporte.
Em
http://alinguatasolta.blogspot.com/2009/12/24-razoes-porque-nao-gosto-de-futebol-1.html
Agora eu vejo que ele é mais sério do que eu pensei!!!!
A história agora é outra ultrapassa o assunto “futebol” para ganhar uma roupagem política e social, estou falando do estouro das denúncias de corrupção envolvendo a CBF, mas precisamente o envolvimento do Sr Ricardo Teixeira num esquema de propinas milionárias às portas da copa do mundo que será sediada pelo Brasil. Um prato Cheio para a rede Record, que nunca teve oportunidade de transmitir uma copa, com o afastamento do presidente da CBF ela pode ter alguma esperança de obter os direitos de transmissão, já que a CBF só dá a vez para a Globo. (será que tem alguma coisa a ver com as propinas?)
Na verdade pouco me importa quem vai transmitir a copa do mundo, eu não vou assistir mesmo!! O que me preocupa é ver o dinheiro do povo, que deveria ser usado para melhorar a saúde, a educação e minimizar um pouco os problemas desta lástima chamada Brasil, está sendo usado para construir estádio para o Corinthians, reformar a Fonte Nova e investir em construção de estádios que sediarão os jogos da copa. Espantoso também é ver que nossos políticos votaram um sistema diferenciado do processo licitatório para as obras da copa, ou seja, nas obras onde o processo licitatório é observado há desvios de verbas aos milhões, imagine com a abertura de exceções para a construção da infra-estrutura para a copa! Quem desvia dinheiro de obras públicas?? POLÍTICOS, quem vota na relativização das normas de licitação para facilitar a construção das obras?? POLÍTICOS....ora, alguma coisa não está cheirando bem nessa história.
Bom lembrar que na Suíça o Ricardo Teixeira já confessou seu esquema, acontece que na Suíça as leis funcionam e funcionam MESMO!!
Aqui, além de negar as denúncias ainda faz chacota com o povo brasileiro e com a imprensa, eu me recuso a acreditar que esse elemento, pesando sobre ele todas essas denuncias, inclusive sendo réu confesso na Suíça, estará a frente da CBF até a copa do mundo de 2014!!
Nosso país pobre e incompetente, gastara mais de 20 bilhões, só em obras, para a copa de 2014, só a título de comparação, a África na última copa gastou 3,7 bilhões, no total, com obras, reformas e tudo mais, nós gastaremos nove vezes mais só em obras e com processo de licitação diferenciado!!!
Enquanto os políticos, empreiteiras e a CBF estão rindo a toa!! Eu me envergonho de ser brasileiro, nessas horas ser brasileiro é sinônimo ser otário!!
Esse é o presidente da CBF, rindo da nossa cara!!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Os nossos representantes

"Ao menos 59 dos 513 deputados federais que tomam posse nesta terça-feira (1º/02/2011) chegam à Câmara na condição de réus em ações penais, ou seja, respondem a processos nos quais são acusados de crimes em 61 tribunais, entre eles o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF).Juntos, os 59 deputados do levantamento deste ano respondem a pelo menos 92 processos – em alguns casos, o deputado é acusado pelo Ministério Público por mais de um crime. A maioria das acusações se refere à administração pública, como crime contra a Lei de Licitações, peculato (quando o funcionário público se apropria de bens ou valores públicos) e corrupção. Há ainda casos de crime contra o sistema financeiro, crimes eleitorais e até crimes contra a pessoa, como homicídio e lesão corporal."
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
O tempo do horário eleitoral gratuito

Criado no Brasil em julho de 1965 ao lado do Código Eleitoral, o espaço tinha como escopo a apresentação das propostas dos candidatos embasada em um critério de igualdade na divisão do tempo.
As reformulações no decorrer dos anos deixaram, no entanto, o período desigual. No atual formato, um terço do tempo é dividido igualmente entre todos os postulantes. No entanto, a maior fatia está submissa proporcionalmente às bancadas dos partidos no Congresso.
Esse atual sistema de distribuição de horários para a propaganda eleitoral, a meu ver, não se coaduna em perfeita harmonia com a democracia, nem com a idéia de que o horário obrigatório tem a finalidade precípua de informar o eleitor. A Constituição brasileira assegurou aos partidos políticos acesso gratuito ao rádio e à televisão, através do artigo 17, parágrafo 3. º. Exposto isso, pode-se concluir que existe o direito positivo dos partidos políticos aos meios de informação. Está no inciso III, parágrafo 3. º, mas esses acessos ao direito de informação são distintos; temos a propaganda partidária e a propaganda eleitoral. A propaganda partidária, aquela veiculada fora do período eleitoral, poderia ser em função da proporcionalidade da bancada (mais coligações mais tempo), mas a eleitoral não devia funcionar por esse sistema, mas sim pela divisão igualitária do tempo para cada candidato. Qual plano de governo, por mais resumido que esteja pode ser exposto em um minuto de propaganda? A distribuição desigual só favorece ao continuísmo e a manutenção do “status quo”. Os candidatos já são previamente alocados em “os principais” os “secundários” e os “excluídos”, e estes por sua vez continuam cada vez mais excluídos, porque por mais que possuam boas idéias para solucionar os problemas do Brasil, é humanamente impossível expô-las em cinqüenta segundos ou um minuto de propaganda eleitoral. O tempo curto também não deixa de ser uma vantagem para aqueles que nada têm a dizer, já que serve de justificativa. “Ora, se não apresento nada de importante é porque não tenho tempo suficiente para isso”, e assim vão levando para quem sabe na próxima se lançar como vereador ou deputado estadual. Ficam à margem da propaganda eleitoral tentando angariar alguns votos como fez ha muito tempo atrás o Enéas, em alguns segundos de propaganda tornou-se o momento cômico do horário eleitoral, para depois de algum tempo ser o deputado federal mais votado do Brasil. A divisão igualitário do tempo por si só já eliminaria os que nada têm a dizer e, aos que têm, os abrigaria a ser mais concisos e objetivos. O povo teria mais subsídios para avaliar os candidatos e a democracia agradeceria.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vamos imaginar um negócio que dá lucros de 80% ao ano, não tem sazonalidade, não é afetado por nenhuma crise local nem internacional e não recolhe nenhum tributo, estamos falando de um negócio que fatura 1 bilhão e 400 milhões de reais por ano no país; sim estamos falando do tráfico de drogas. E por mais que os falaciosos “especialistas” em segurança pública digam que o tráfico no país não é organizado, isso não passa de uma grande mentira. O tráfico envolve uma intrincada cadeia econômica, logística para transportar a droga dos produtores da bolívia, Colômbia e Paraguai, teia de contatos para distribuição nos pontos de vendas, rede de contatos para compra de armamentos de guerra, domínio e aliciamento dos moradores das comunidades, etc. Ora se isso não é crime organizado, eu não sei qual o conceito de organização que esses supostos especialista têm. Com todo esse poderio econômico e armas pesadas, R$ 1,4 bilhões é exatamente o mesmo valor que o governo federal anunciou de investimento no PRONASCI (programa nacional de segurança pública com cidadania), isso mesmo, o crime fatura exatamente o valor que o governo investe em segurança pública. Com todo esse prognóstico macabro é difícil acreditar nas palavras do governador do Estado de são Paulo quando disse que não acredita que os ataques sofridos pelo batalhão da ROTA sejam parte de uma ação organizada contra as forças de segurança. Que a criminalidade e violência acuaram os cidadãos isso não é nenhuma novidade, há muito tempo somos reféns da bandidagem. A grande novidade é que a criminalidade começa, ou recomeça a acuar os poderes constituídos e eles fingem acreditar que isso não é verdade. No primeiro dia do mês de agosto de 2011, o batalhão da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar – ROTA foi alvo de ataque a tiros 24 horas após o seu comandante também ter sofrido um atentado. A mesma ROTA que décadas atrás impunha medo e terror na bandidagem agora fica acuada, e porque não suscitar o ataque do PCC de 2006? Quando o poder público ficou a mercê de ataques a órgãos públicos, banco, policiais, ônibus que vitimou mais de 200 pessoas, orquestrados dentro dos presídios? Será que aí começou a se desenhar esse prognóstico macabro? A grande coincidência, 2006 era ano eleitoral como também é agora. Vamos aguardar e conferir as novas promessas, aguardar em casa e bem trancados!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Porque essa vitória é tão importante para nós?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
O Brasil nunca teve uma postura ética estável
A ética pode ser compreendida como uma ciência da conduta humana, perante o ser, e seus semelhantes. Concebendo como sua virtude a pratica do bem, que resulta na felicidade dos seres.
O ser humano desde o seu surgimento, sempre foi cercado por preceitos e valores, sendo que por esses requisitos se julgava o caráter, ou até a vida de um homem. A ética é a apreciação das normas da conduta humana. Conseqüentemente ela se torna mais importante do que a moral, pois esta caracteriza as regras que o homem deve seguir numa sociedade, enquanto que a ética é mais abrangente, ela fornece juízos de valores, que julgam o comportamento humano sobre as regras sociais.
O primeiro a organizar essas questões é Aristóteles. Ele classifica as virtudes como a justiça, a amizade e os valores morais, sendo que estes derivam dos costumes e servem para promover a ordem social. Na Idade Média visualiza-se o surgimento da ética cristã, impregnada de valores religiosos, que incorpora as noções gregas de que a felicidade é um objetivo do homem e a prática do bem, um meio de atingi-la.
O primeiro a romper com esses preceitos foi o italiano Nicolau Maquiavel, que defendeu a adoção de uma moral própria em relação ao Estado. Para ele, os princípios cristãos impregnados naquela época eram inúteis e prejudiciais para o desenvolvimento Estatal. No Brasil, é difícil de afirmar que existiu uma postura ética estável. Detecta-se que desde o descobrimento das terras brasileiras, pelos portugueses em 1500, o território brasileiro foi sempre utilizado para exploração financeira, passando assim uma figura do enriquecimento desmedido em detrimento das regras sociais.
Atualmente é difícil discutir os problemas nacionais, sem tocar na palavra ética. Muitas pessoas ficam refletindo sobre essa problemática, tentando achar a gênese, e o porquê, em tão pouco tempo se agravaram tanto as relações humanas sem ao menos se pensar nas crises sociais, ampliando os vazios da insegurança pública e privada dos cidadãos, é ai que surge o interesse de racionalmente compreender este novo paradigma. As pessoas não se sentem mais satisfeitas pelos atos honestos que praticam, a sociedade gira em torno dos poderes e elites financeiras. A falta de princípios morais causam conseqüências intermináveis, onde encaminham o país para as mãos dos detentores do poder.
No Jornal da Tarde, Denise Frossard, transcreve: “(...) a corrupção leva o cidadão a perder a fé nas suas instituições e quando isto acontece, ele se torna cínico ou rebelde. E isto é um golpe de morte na democracia e na estabilidade que ela significa” (1). São situações assim que ensinam a população aplaudir os golpistas, pelo sucesso das gestões públicas, transformado-os em líderes de uma sociedade adoentada e sem forças próprias para escapar do “coma político”. Rui Barbosa, magistralmente, já previa no começo do século passado, que chegaria um momento em que as pessoas “(...) de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto” (2)..
Tornou-se comum, administradores do patrimônio publico, que se dizem representantes de uma nação, subirem ao poder com o escopo de desviar verbas, que deveriam servir para melhorar a condição de vida da sociedade. Entretanto esse montante vai servir para fortalecer sua imagem política ou até para proporcionar o bem estar particular de algumas pessoas.
Grande parte dos estudiosos do assunto defendem uma rápida reação, mas as conseqüências só surtirão efeito, na próxima geração, ou seja, é preciso mudar o sistema educacional a longo prazo. Mas primeiramente, deve-se analisar quem é o alunado brasileiro atualmente. Através das estatísticas divulgadas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), é possível descobrir o caos que está a educação brasileira; faculdades de final de semana, universidades de “fachada”.
Os estudantes brasileiros não sabem estudar, porque já vieram de um sistema educacional sem o mínimo necessário de conhecimento. O Brasil esta infestado de “escolas fast food”, dominando o mercado, jogando na sociedade estudantes sem o mínimo necessário de conhecimentos para enfrentar os problemas sociais.
Após a tortuosa passagem pelo vestibular, o aluno consegue ingressar na faculdade, ali ele vai aprender noções básicas sobre os princípios que regem a sua profissão, mas ao momento em que encontrar o mercado de trabalho toma uma surpresa, e descobre que as regras fora da sala de aula são outras, então o novo profissional caí num dilema: ou joga de acordo com as regras, ou será excluído do “injusto” mercado de trabalho. A preocupação, no entanto é que as pessoas tenham consciência que se algo não for feito para solucionar esse problema, a sociedade corre o risco de ser extinta. Essa situação remete o ser humano para a pré-história, onde o homem defendia seus interesses e seus desejos com sua própria força.
Assim o cidadão necessita de alguém que possa auxiliá-lo nas interpretações desse mundo maluco, de alguém que possa literalmente fazer justiça. E o profissional mais adequado para essa operação, é o operador do direito, pois é ele quem vai ter uma maior sensibilidade perante os problemas nacionais.
Já na Antiga Roma a profissão de advogado ganhou sua relevância, a ponto de sua remuneração, diferir dos outros cidadãos. Mas com essa super valorização, ocasionou algumas conseqüências desastrosas, a principal foi a inevitável “explosão” populacional de advogados. Não precisa ser conhecedor de economia para saber como funciona a lei da demanda, que quando se aumenta de uma forma desmedida a quantidade, conseqüentemente, prejudicará a qualidade.
Dentro das faculdades de direito há ainda uma grande dificuldade de adequação do direito positivado para a realidade social. “Os cursos jurídicos, de modo geral, não procuram preparar as pessoas que o freqüentam para capacitá-las a atuarem em situações reais da vida. Distanciam-se muito da realidade verificada em manchetes de jornais, e aos olhos nus”(3). Aí constata-se uma incoerência entre à teoria e práxis. Há um abismo separando os ensinamentos passados no banco da sala de aula e a realidade, inexiste uma simetria entre livros e tribunais.
Mesmo nessa desordem que se encontra o ensino jurídico, o acadêmico de direito tem algumas noções básicas sobre ética, moral e honestidade, onde na teoria todos se consideram como defensores dos direitos humanos, guardiões dos oprimidos, e a palavra mais pronunciada na sala de aula é “Justiça”. Porém depois de formados, “não passam de “pistoleiros contratados”, porta-vozes à venda, esperando o lance mais alto, à disposição de qualquer um, qualquer ladrão, qualquer fora-da-lei, com dinheiro suficiente para bancar os honorários”.
A generalização do antiético trouxe a tona uma descrença em relação ao Brasil. Internacionalmente os brasileiros são conhecidos pelo carnaval, pelo futebol e pela corrupção. Para reverter esse quadro, primeiramente, os cidadãos devem entender que o patrimônio público pertence a todos, e um bem que pertence a alguém deve ser cuidado e fiscalizado por esse alguém. Então os primeiros problemas a serem corrigidos são os relativos ao Estado, chamados problemas de ordem pública. Através de uma forte fiscalização em cima dos administradores, pois quem são eles, senão funcionários do povo.
Toma-se o exemplo de uma empresa particular, se o empregado furta dinheiro da mesma, certamente ele será mandado embora e corre o risco de ser processado criminalmente. Se o ente público tivesse funções semelhantes ao da empresa particular, com certeza, as verbas públicas chegariam ao seu destino sem desvios. Os cidadãos devem também encarar o voto não como um dever, mas sim como um direito de escolher seu representante. O político (a palavra mais certa é administrador) deve ser uma pessoa de confiança e honrar os votos que recebeu, trabalhando em prol da população.
Um parágrafo do livro Homem medíocre de José Ingenieiros, dá uma esperança para ética, afirmando que:
“Nossa vida não é digna de ser vivida quando não a enobrece num ideal. Os mais elevados prazeres se relacionam com a meta da perfeição e sua busca. As existências vegetativas não tem biografia; na história de sua sociedade só vive o que deixa rastros nas coisas ou nos espíritos. A vida vale pelo uso que dela fazemos, pelas obras que realizamos. Não viveu mais quem tem mais anos, mais quem sentiu melhor um ideal. Os cabelos brancos denunciam a velhice, mas não dizem quanta juventude a precedeu. A medida social do homem esta na duração de suas obras. A imortalidade é o privilegio dos que as fazem sobreviver aos séculos e por elas é medida”(5).
É importante que haja uma reflexão sobre os problemas da nação, é preciso haver uma reação, tal reação, autenticamente sadia, dirigi-se para corrigir os graves e freqüentes desvios que se manifestam no agir das pessoas. Devem ocorrer mudanças urgentes como, por exemplo, a adaptação do currículo das faculdades de direito a uma nova visão interdisciplinar, para que o advogado não se limite a interpretações somente legais, mas sim éticas. O escritor Luciano Zajdsznajder deixa bem clara essa idéia afirmando que:
“(...) diante das novas realidades, a espécie humana encontra a ética não mais como uma realidade ideal, como uma exigência colocada pelas forças trascedentes, que assumem o papel de juizes da vida humana. Passa a vive-la como uma nova realidade como uma necessidade de um tempo (...)”(6).
Dessa forma, como afirmava o inesquecível presidente norte-americano J. F. Kennedy dizendo: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer pelo seu país”. Assim é preciso quebrar paradigmas, devendo ocorrer modificações profundas no comportamento das pessoas, deve-se valorizar mais o ser e não o ter, começando um novo ciclo de vida, onde as pessoas valorizem o ser humano, e não o poder nem o dinheiro, eliminando a hipocrisia da sociedade moderna.






