quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Audiência da Globo cai quase 30% no primeiro semestre de 2011.


O jargão técnico que as emissoras usam para denominar a audiência é o Share. Para o leigo, se deparar com uma notícia mais ou menos assim: “O share da Rede Globo Caiu 27% no primeiro semestre de 2011” não causa muito impacto, mas “ A audiência da Globo cai 27%” causa muito impacto. Por isso que quando a audiência sobe as emissoras dizem que a audiência subiu, mas quando cai, elas dizem que o share caiu. São os famosos eufemismos para manipular a opinião pública, alias, uma das estratégias já consagradas pela Rede Globo ha muito tempo para manter sua ditadura ideológica. Apenas para relembrar, durante a ditadura militar, a TV Globo foi adesista de primeira hora, sempre contra o povo brasileiro e sua censura interna sempre foi tão rigorosa que deixava atônitos os censores da ditadura!

Por esses e outros motivos a queda do share ou da audiência da rede Globo é um fenômeno que reflete a maturidade do brasileiro, que passa a dar credibilidade a outras emissoras. O SBT permaneceu estagnado e quem levou a parte perdida da Rede Globo foi a Band e a fatia maior ficou com a Rede Record. Não quero entrar no mérito das falcatruas da Record, mas justiça seja feita, a emissora preza pela qualidade de sua programação (comparada a globo) e não se presta a um papel nefasto de manipulação ideológica por isso cresceu tanto no gosto do brasileiro. As TVs fechadas e o boicote dos evangélicos contribuíram ainda mais para a queda do share da Rede Globo, a expectativa é que perca ainda mais audiência até o final do ano, vamos aguardar.

Quem faz a audiência da emissora é o povo e o povo está de parabéns pelo troco dado essa emissora que tanto desserviço prestou ao Brasil!

terça-feira, 26 de julho de 2011

O “homo escrotus” e o trânsito.


"Saio para um bar à noite, “encho a cara” de álcool, no meu trajeto de volta para a casa, que é alguma coisa em torno de 15 quilômetros; dirijo perigosamente, a chance de que eu não seja parado por uma blitz é de 90%; mesmo sendo muito azarado e caia numa blitz, posso ter uma “conversinha” com o guarda ou policial e tenho somado a isso mais 5% de chance de pagar uma cervejinha e ir embora tranqüilo. Até agora estou com 95% de chance de me dar bem!!

Ainda restaram 5% de chance de me dar mal. Suponhamos que eu caia em uma blitz, que a propina não funcione e me levem para a delegacia, se eu tiver um tio, irmão, pai ou mãe importante, tenho 50% de chance de só tomar uma bronca do delegado e ir embora, agora só me restam 2,5% de chance de me dar mal. Eu nasci com muita falta de sorte e aconteceu! Me dei mal! Vou só pegar uma multinha e ter o direito de dirigir suspenso por um ano! Ah! Mas é lógico que eu vou dirigir sem carteira, porque as chances de eu ser pego são as mesmas, ou seja, pouquíssimas. Mas eu sou um cara completamente, absurdamente azarado, cagado de urubu, pisei em rastro de corno! Eu estava com mais de 6 decigramas de álcool no sangue!!! Me ferrei!!

Que nada!! Na teoria só da detenção de 6 meses a 3 anos, multa e proibição de dirigir!! Na prática vou responder em liberdade porque para tal crime não cabe prisão temporária nem preventiva. Sou réu primário e mesmo admitindo a remotíssima possibilidade de ser condenado, o juiz vai aplicar uma pena alternativa, vou pagar umas cestas básicas e fica tudo em ordem. Vou voltar para rua, continuar dirigindo bêbado, sem carteira e contando com a sorte – Afinal, sou brasileiro e não desisto nunca! - Mesmo um cara completamente sem sorte como eu, ser pego por crime de trânsito é mais difícil que ganhar na mega-sena acumulada do ano novo! De qualquer forma, seja qual for o resultado, vou terminar minha noitada na cama, curando minha ressaca!"

Tá explicado porque o trânsito brasileiro mata mais de 40 mil pessoas por ano, falta de educação, de consciência e o mais grave! A CERTEZA DA IMPUNIDADE! O exemplo acima reflete a mentalidade da maioria dos brasileiros que causam acidentes no trânsito, funciona para o álcool, que é responsável por mais de 70% dos acidentes, mas também para o excesso de velocidade, para o desrespeito a sinalização, da faixa de pedestre, da faixa contínua do semáforo, etc.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Desmistificando o vinho - e os enochatos.

É verdade que o Brasil não tem tradição em vinhos, mas a história está mudando, a Serra Gaúcha com seu clima propício e o Vale do São Francisco com irrigação controlada, produzem vinhos de mesa de qualidade superior que vão agradar qualquer enólogo, enófilo ou enochato!

Já que citamos os enochatos vamos falar um pouquinho sobre eles! No que pese estarmos avançados na produção de vinhos, a maioria do brasileiro ainda não aprecia essa espetacular bebida, o vinho está mistificado, está reservado para uma pequena parcela de semideuses que têm a capacidade de apreciá-lo e reconhecer todas as suas qualidades, aromas buquets, e defeitos! ESSE É UM GRANDE E NEFASTO MITO! O Brasil também não tem tradição em cerveja, embora sejamos o 5º maior produtor do mundo, a cerveja brasileira é fabricada a baixo custo; usando-se cereais maltados e não maltados em proporções mais “práticas e rápidas”, no final vira uma bebida ruim, aguada e barata, a verdade é que a cerveja brasileira é um lixo, do pondo de vista de um degustador. Brasileiro bebe arroz e milho fermentado, por isso nossa cultura impõe que se tome cerveja muito gelada – para mascarar a baixa qualidade. Mesmo assim não é raro encontrarmos em mesas de bar “profundos” conhecedores de cerveja, inclusive gabando-se de conhecer somente pelo sabor diversas marcas – A próxima postagem eu falo um pouco mais da cerveja – O objetivo aqui é o vinho.

Não podemos concordar com a idéia de que o vinho é “bebida de rico” como afirmam alguns desavisados, é possível adquirir um bom exemplar, nacional ou importado, por um preço acessível, mais barato que um whisky razoável ou uma boa vodca, resumindo por R$ 17,50 você toma um vinho descente e de boa qualidade, mas com esse valor você não toma uma cerveja top de linha, muito menos uma única dose de bom whisky.

Outro responsável pela quase sacralização do vinho são os enochatos, ah como são insuportáveis! Aliás, acho que chato é sempre um chato, não existe chato nisso ou chato naquilo, enochato é um chato que por acaso gosta de vinho. São aqueles caras que gostam de se gabar e se aparecer descrevendo buquets incompreensíveis tais como, “gosto de folhas silvestres da primavera com caramelo”, sabor de cedro espanhol com toque de amoras”, analisando coloração, viscosidade, aromas básicos, terciários e complexos, retro-sabores, acidez, metem o nariz na taça, fungam, refungam e os cambau. Isso existe? Sim isso existe, a profissão de enólogo confere ao profissional a capacidade de se fazer análises inimagináveis sobre a qualidade de um vinho, desde a safra, região, condições de clima e solo da produção de uvas até o processo de vinificação e engarrafamento – sim, mas isso tudo é para o enólogo – o cara que é o cientista do vinho, digamos assim! Quem não é enólogo e se prende a essas bobagens, é na verdade o enochato!! Qual então o vinho bom e o vinho ruim? O vinho bom é aquele que agrada ao paladar de quem o está degustando e ponto final! O gosto é uma coisa pessoal! Claro que com o tempo e o refinamento do paladar vamos aprimorando e melhorando nosso gosto sabendo reconhecer algumas nuances e o equilíbrio da bebida. Da mesma forma que há quem aprecie uma cerveja brasileira, aguada e vagabunda estupidamente gelada, há também aqueles que apreciam um vinho de garrafão com gosto de suco de uva, esse vinho é ruim? Do ponto de vista técnico sim, mas para quem bebe, que não é um técnico, e sim um apreciador pode ser que seja bom– gosto é pessoal!

Da próxima vez que pensar em tomar alguma bebida, escolha um vinho. Não precisa ir a uma adega especializada, vá a um supermercado mesmo, em alguns é possível encontrar muita coisa boa, compre o que estiver dentro do seu orçamento, seja nacional ou importado, aprecie, sinta o sabor procure harmonizar com a comida, observe o sabor, veja se lhe agrada, agradou? Então esse é um bom vinho para você e não precisa saber mais nada além disso!

Agora, se quiser aprimorar o paladar, conhecer detalhes tais como safras, tipos de cepas (uvas), acidez, acidez total e fixa, acidez volátil, adstringência, equilíbrio, açúcar tartárico e residual conhecer mais sobre a bebida e seus minunciosos detalhes; aí é outra história, você vai para uma segunda, terceira, quarta, quinta.... etapas, mas só se quiser e estiver a fim disso! O importante, a saber é: – Você não precisa ser enólogo, sommelier nem enochato para tomar e apreciar o SEU VINHO.

Saúde!!