sábado, 29 de outubro de 2011

Porque sou anti-vegetariano (parte II)









Debater sobre vegetarianismo é relativamente fácil, na medida em que é possível avaliar a validade dos argumentos, sua racionalidade, sua lógica pura e simples; ao contrário de um debate político, religioso ou filosófico onde questões de ordem doutrinária, dogmática ou pessoais sobrepesam mais até que a própria racionalidade. Tenho percebido ao longo de algumas conversas, que o vegetarianismo abarca um pouco dessas filigranas dogmáticas, o vegetarianismo antes de tudo é um estilo de vida, uma espécie de doutrina com toda uma abordagem filosófica, não se trata apenas de comer ou não comer, tem muito mais coisas por trás disso, chega a ser um modelo comportamental. O que é natural e compreensível, até por conta de sua origem religiosa (filosofia indiana).
Quando me proponho a debater sobre o tema, não estou interessado nessas questões dogmáticas de uma suposta pureza do corpo, de uma maior espiritualização, de aumentar meu vínculo com a unidade cósmica ou qualquer outra coisa do gênero que alguns vegetarianos gostam de argumentar, eu gosto do debate didático, puro, racional, gosto de tese, antítese e síntese, sou cartesiano até a medula.
É preciso esclarecer que quando me refiro ao vegetariano estou me referindo àqueles vegetarianos estritos, porque muitos se denominam assim, mas ingerem carne branca, ovos, derivados de leite. Meus argumentos aqui são direcionados aos “verdadeiros vegetarianos” os estritos que não ingerem absolutamente nada de origem animal. Hoje vamos nos ater exclusivamente nos aspectos nutricionais:

CÁLCIO – É absolutamente impossível consumir a quantidade diária recomendada de cálcio sem ingerir leite e derivados.

FERRO – O ferro de fontes vegetais é absorvido menos facilmente que o ferro de fonte animal, somado a isso ainda temos o agravante de que a maioria dos vegetais tem que passar por cocção prévia, diminuindo ainda mais sua fonte de ferro.
VITAMINA B12 (cobalamina) previne problemas cardíacos, função indispensável na formação do sangue (células vermelhas), necessária para a boa manutenção do sistema nervoso e essencial para o metabolismo dos aminoácidos e ácidos nucléicos, sua ausência ou ingestão deficitária causa anemia. A vitamina B12 simplesmente não existe em fontes vegetais. NENHUM VEGETAL OU PLANTA SINTETIZA A VITAMINA B12.
Em contrapartida Os produtos de origem animal apresentam todas as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e as hidrossolúveis do complexo B. O mérito da carne bovina, como fonte de vitaminas, é a alta concentração e disponibilidade de vitaminas do complexo B, em especial a B12. A deficiência dessa vitamina na dieta apresenta como primeiros sintomas mudanças no sistema nervoso (dificuldade de locomoção e expressão) que, se não socorridas a tempo, podem resultar em deterioração mental e paralisia. O teor de vitamina B12 na carne bovina é o mais elevado de todas as carnes, ao redor de 2,8 microgramas/100 gramas. São necessárias 8,4 porções (100 gramas) de carne branca de aves ou 5,1 porções (100 gramas) de lombo suíno para proporcionar a mesma quantidade de vitamina B12 disponível em uma porção (100 gramas) de carne bovina. Então se um vegetariano necessita de suplementos vitamínicos para obter os nutrientes necessários a manutenção da sua saúde, é claro que essa alimentação não está correta sob o ponto de vista nutricional. Se eu sou vegetariano e tenho que ir a farmácia comprar vitamina B12 para suplementar eu estou me alimentando errado. A alimentação onívora é a única que contempla as necessidades alimentares do ser humano, a carne, seja de qual fonte for, só é nociva em duas circunstâncias: ou quando há ingestão abusiva, ou quando a carne está contaminada com substâncias estranhas tais como hormônios ou outro tipo de contaminação, no mais, não se pode atribuir a ingestão moderada de carne nenhum tipo de malefício a saúde e as que são feitas, não têm amparo científico.

PS: A primeira postagem sobre o tema se encontra no seguinte link:
http://alinguatasolta.blogspot.com/2011/09/porque-sou-anti-vegetariano.html

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

As 24 razões - O retorno





Em comemoração aos 1000 dias que antecedem a copa do mundo, gostaria de republicar uma postagem de 2009. As 24 razões que me fazem detestar o futebol (24 dentre as milhares que existem!)






1 – Sou contra a corrupção, lavagem de dinheiro.
2 – Sou contra salários milionários para semi- analfabetos.
3 – Sou contra a CBF e seu presidente perpétuo.
4 – Sou contra os dirigentes de clubes e para mim o mais honesto foi Eurico Miranda ;)
5 – É um péssimo exemplo – vá a qualquer comunidade carente e pergunte a qualquer criança o que ela deseja ser quando crescer e saberá do que eu estou falando.
6 – Não gosto de Pelé, o acho antipático e oportunista.
7 – Futebol causa letargia coletiva e desvia a atenção dos reais problemas do nosso pais.
8 – Copa sempre cai em ano de eleição (mera coincidência).
9 – O AI5 entrou em vigor quando os brasileiros estavam distraídos com a copa do México.
10 – 80% dos torcedores fanáticos que conheço tem pouco senso crítico e inteligência limitada.
11 – Por ser um esporte enfadonho, sem emoção e muito demorado.
12 – Em 90 minutos dá para ler alguns capítulos de um bom livro, navegar na Internet, atualizar o blog ver quem são os deputados atuantes ou os que tem a ficha suja. (isso sem contar os acréscimos e os melhores momentos).
13 – Mulheres preferem os homens que não gostam de futebol.
14 – Ficar olhando 22 homens suados correr atrás de uma bola para lá e para cá é um soco na inteligência de qualquer ser mediano.
15 – futebol não tem estratégia, basta ver que um dos melhores técnicos do pais, o Wanderley Luxemburgo, não conhece nem as regras básicas de concordância da nossa língua portuguesa e consegue fazer um time ganhar.
16 – Membros de torcidas organizadas tem cara de presidiários de Bangu 1. (repare bem na torcida corintiana, flamenguista e vascaína e saberá do que estou falando).
17 – Torcedores de futebol são mais propensos a levar chifres, enquanto estão na “pelada” de domingo, o Ricardão (que não gosta de futebol) ta com sua namorada pelada em casa.
18 – Quando Charles Muller trouxe o futebol para o Brasil, também trouxe o cricket, você já viu alguém jogando cricket?
20 – Para jogar futebol não é necessário nenhum talento especial e nenhuma capacidade intelectual que se destaque, do contrário Romário seria um perna de pau e os ronaldos não saberiam chutar na bola.
21 – Porque o “globo esporte” não deveria se chamar assim, deveria se chamar “globo futebol” porque brasileiro acha que esporte se resume em futebol.
22 – A globo, sim esse canal que nasceu na ditadura e apoiou os governos militares, quer que você goste de futebol, assim dá para ganhar mais dinheiro com transmissão de jogos, com patrocínios e com propinas para a CBF – e você, como um idiota fica atrás da tela chorando com seu time.
23 – Pesquisas constataram que somente 46% dos brasileiros gostam de futebol, sim não são maioria, parecem ser porque fazem muito barulho.
24 – Para coincidir com o número vinte e quatro do item, acho que gostar de futebol é um indício muito forte de homossexualidade reprimida. (nada contra a homosexualidade, sou contra a sua repressão, o famoso incubado!) Experimente passar de calcinha na frente do seu namorado enquanto ele vê um jogo de futebol e veja o que acontece!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Porque sou anti-vegetariano!


O homem a partir do momento que se civiliza, ou pensa que se civiliza, passa a adquirir valores sociais cada vez mais complexos, influenciado pela ética, pela moral e, sobretudo pela religião, alguns importantes para o desenvolvimento em sociedade e alguns patéticos e ridículos baseados em influências e pensamentos completamente sem sentido.
Matar outro ser humano é nefasto, em qualquer lugar do mundo, em qualquer cultura, mas matar um animal para comer é tolerável. Ocorre que na natureza os valores humanos não funcionam, existem os animais predadores que matam e causam dor a seus pares, quer para se alimentar, para defender seu território ou simplesmente para repelir um agressor isto é um fato, na natureza não existe agressão gratuita como faz o homem, tudo tem seu motivo e seu objetivo. Na natureza quando um animal não pode procurar alimentos, ou caçar, ele morre de fome, na natureza não há instituições de caridade.
O principal argumento dos vegetarianos é que estamos causando dor aos animais, que somos cruéis enquanto somos carnívoros, isso é uma verdade parcial, ou uma quase verdade, isso ocorre não por sermos carnívoros, mas sim, porque somos perversos, são coisas completamente diferentes, podemos nos alimentar de carne sem, contudo causar sofrimento e dor aos animais com processos mais sofisticados de abate, por exemplo, sem causar dor, respeitando os animais, tratando-os como seres vivos que são, comer carne não tem absolutamente nada a ver com causar dor aos animais.
Os vegetarianos querem inserir os valores humanos no mundo animal, na natureza, demonstrando toda sua mania de grandeza, quando não consegue entender, nem aceitar que eles, os animais, têm seus próprios valores, (se é que poderíamos chamar de valores, mas instintos) muito antes do homem existir a natureza já funcionava assim; daqui a pouco irão pretender criar penitenciárias para, por exemplo, os leões que cravam seus caninos na jugular de uma zebra, causando uma morte lenta e dolorosa ou para os lobos, hienas, que matam suas presas em bandos, dando pequenas e dolorosas dentadas.
A discussão é improdutiva, a ciência já definiu o homem como um ser onívoro, isto é, ele é vegetariano, herbívoro, carnívoro, ele como de tudo! O argumento de que o homem não possui garras nem caninos desenvolvidos para justificar que não somos carnívoros é infantil, pueril, ingênuo, para não dizer medíocre.
Os ursos têm poderosas garras, caninos enormes e não são carnívoros, os ursos são onívoros assim como nós, eles se alimentam de vegetais, de frutas, mel e de carne!!
No mundo animal as garras e os dentes não são somente para comer e caçar, também são armas de defesa. O homem não possui garras porque foi dotado de certa inteligência que o proporcionou desenvolver mecanismos de caça sem usar as mãos. O fogo, a cocção fez com que ele não precisasse de caninos longos, já que a carne levada ao fogo é mais macia. A flora intestinal do homem é idêntica a de todos os animais onívoros e possuímos enzimas para a digestão da carne, dizem também que a carne faz mal. Mais uma grande mentira, a carne não faz mal nem é nociva, o que faz mal é a alimentação desregrada, os excessos, assim como excesso de suco de laranja vai dar uma baita diarréia, enfim, os argumentos dos vegetarianos não se sustentam, nenhum deles. Até porque conheço vários que não comem carne e fumam maconha, e isso para mim é um contra-senso, é ilógico e para mim se não tem lógica, não pode funcionar!
O único argumento válido dos vegetarianos é de que o homem proporciona dor e sofrimento aos animais. Mas isso não tem nada a ver com alimentação, tem a ver com valores morais, éticos da mesma maneira que o homem também causa sofrimento e mata outros homens e nem por isso se alimenta deles! A questão neste caso é puramente moral. O homem causa dor aos animais da mesma maneira que causa dor a outros homens, faz parte da natureza pervertida e cruel que temos.
Portanto, precisamos lutar e combater a maneira como os animais são manipulados, assim poderemos ser onívoros sem culpa, sem remorso; até nesse aspecto a filosofia vegetariana é pueril, porque fantasia uma idéia de que se deixarmos de comer carne, acabará ou minimizará o sofrimento dos animais. O Brasil fez um acordo com a Sociedade Mundial de Proteção animal, que desenvolverá junto com as secretarias estaduais, um amplo programa de treinamento nos frigoríficos, com participação de biólogos, veterinários e agropecuaristas, visando promover um “abate mais humanitário”. Isso sim é uma atitude produtiva e objetiva que não vai contra a “biologia” humana. Portanto não deixe de comer carne, porque somos onívoros, mas deixe de ser cruel com os animais e viva a picanha fresca!!

Obs: Quem se interessar pode ler o post "Porque sou anti-vegetariano II" onde eu abordo, ou pelo menos tento abordar a questão sob o prisma nutricional: